Josh Terrells/ABC 11
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Guia furacão Dorian: o que é como quem está nos EUA deve se proteger

Após atingir com potência máxima as Bahamas, o Dorian segue para os EUA; saiba como agir e se informe

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de setembro de 2019 | 08h00

O furacão Dorian chegou no arquipélago das Bahamas ainda no domingo, com a categoria 5 na escala de furacões Saffir-Simpson, pontuação máxima da escala.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) classificou a situação como de “destruição extrema” nas Bahamas.

O Dorian deve chegar em breve no estado da Flórida, nos Estados Unidos, o que fez com que moradores tomassem medidas de precaução. Saiba o que fazer e entenda como funciona um furacão. 

O que fazer para se proteger?

Como furacões são formados com o calor da água, o NHC dos Estados Unidos já estabelece uma “temporada de furacões” no país, que coincide com o verão norte-americano, de 1 de junho a 30 de novembro.

Por isso, o NHC recomenda que todas as medidas preventivas sejam feitas antes do início da temporada.

As indicações incluem ter um plano de fuga para regiões seguras, dicas para reforçar a estrutura das casas e evitar alagamentos e até atualizar o plano de seguro da casa e dos automóveis da família, incluindo uma cláusula para danos por alagamentos.

Confira as principais dicas:

Montar um “kit de desastres”: água e alimentos não perecíveis para um tempo mínimo de três dias, rádio à bateria, lanterna, apito para pedir ajuda, itens de higiene e de primeiros socorros são alguns dos itens listados pelo NHC como essenciais. Ainda existe a recomendação para deixar espalhá-los na casa, no trabalho e no carro, para não ser pego de surpresa.

Reforço da estrutura da casa: podar as árvores, retirar móveis do quintal, cobrir todas as janelas com persianas específicas para desastres ou placas de madeira compensada marinha, além de sacos de areia, especialmente nas portas, são algumas das instruções para a casa.

Plano de escape: o NHC reforça que não é preciso viajar longas distâncias, somente o suficiente para fugir da área de risco. A rota deve ser planejada anteriormente, e deve também existir uma rota reserva. Também se recomenda deixar algum conhecido informado sobre onde você deve ir.

Se as autoridades informarem que é preciso deixar a área, isso deve ser feito imediatamente, mesmo que a casa já tenha sido protegida. Caso não seja pedido para deixar sua casa, é recomendável se abrigar longe das janelas e portas, em cômodos pequenos, com paredes em volta para proteção.

Estar sempre informado pela TV, rádio, redes sociais e habilitar alertas para sua região no celular, através do site mobile.weather.gov

Contatos para brasileiros nos Estados americanos afetados pelo Dorian

Consulado Geral do Brasil em Miami (Flórida):

O Consulado informa que ficará fechado nos dias 3 e 4 de setembro por causa da passagem do Dorian. Após ser reaberto, somente casos emergenciais serão atendidos. Você pode informar sua emergência pelos seguintes telefones:

305-801-6201

305-322-1285

305-322-5182

305-322-3636

305-877-8581

Consulado Geral do Brasil em Atlanta (Geórgia):

O Consulado detém uma linha específica para chamadas estritamente emergenciais. Entre as emergências constam catástrofes naturais. Chamadas podem ser feitas para o seguinte número:

(404) 561-8354

Carolina do Sul:

Não há Consulado brasileiro no Estado. Em caso de emergência, o Itamaraty recomenda ligar para a polícia no 911.

Entenda o que é um furacão e o que fazer em áreas de risco

O que é um furacão?

Um furacão é formado pela junção de um centro de baixa pressão atmosférica e água quente, com temperatura superior a 26 ºC.

A evaporação da água forma grandes nuvens, que junto com o calor e a pressão baixa, formam uma corrente de ar quente que começa a se movimentar, levando consigo uma grande tempestade.

Quanto menor a pressão, mais potente se torna o furacão, com velocidade dos ventos elevada.

O que é a escala Saffir-Simpson?

A escala é utilizada para medir a intensidade dos furacões, e leva os nomes de seus criadores, o engenheiro Herbert Saffir e o então diretor, nos anos 1970, do NHC, Robert Simpson.

Para ser considerado um furacão, a velocidade dos ventos deve atingir um mínimo de 118 km/h e elevação do mar de 1,2 metro. Essas são algumas das características da categoria 1.

Na categoria 5, a máxima da escala, a velocidade dos ventos deve ser maior do que 250 km/h e deve gerar ondas de 5,5 metros a 7 metros, como foi o caso do Dorian quando chegou nas Ilhas Ábaco no domingo. Os danos são catastróficos, podendo derrubar edifícios inteiros.

A escala Saffir-Simpson também tem uma classificação para tempestades tropicais, que são a mesma coisa que furacões, mas muito fracas.

Estas tem ventos entre 50 km/h e 117 km/h e não costumam gerar elevações no mar nem danos.

Qual a diferença entre furacão, tufão, ciclone e tornado?

O furacão e o tufão são a mesma coisa, e os nomes mudam dependendo da localização do fenômeno.

Quando se forma no Oceano Atlântico ou no leste do Oceano Pacífico, na América do Norte, é chamado de furacão.

Mas, quando se forma no oeste do Pacífico, na Ásia, é chamado de tufão.

Os dois são variações de ciclones tropicais. Também existem os ciclones extratropicais, que não geram furacões ou tufões.

Já o tornado costuma ser menor em dimensão e duração, mas com um poder destrutivo maior do que furacões e tufões, já que a velocidade dos ventos pode atingir 500 km/h.

Além disso, o tornado se forma na terra, e não na água, adquirindo a forma de uma coluna de ar.

 

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