Há 17 anos, explosão da Challenger também matou sete

A tragédia com o ônibus espacial Columbia fez reviver o dia 28 de janeiro de 1986, quando o ônibus espacial Challenger explodiu logo após seu lançamento do Cabo Canaveral, na Flórida, leste dos EUA, matando seus sete tripulantes. A explosão da Challenger ocorreu depois de 73 segundos de vôo. Uma comissão formada para investigar o acidente concluiu mais tarde que havia um defeito no anel direito do foguete.A explosão da Challenger provocou uma série de mudanças nos quadros da Nasa, com demissões em cascata de responsáveis pelo programa espacial do governo do então presidente Ronald Reagan. A agência espacial americana foi alvo de uma série de críticas.Na semana passada, os astronautas do Columbia fizeram uma homenagem no espaço aos colegas mortos no acidente da Challenger. Na ocasião da homenagem- guardaram um minuto de silêncio -, a Nasa lembrou além do acidente de 1986, um incêndio com a Apollo 1, que matou os três tripulantes em 27 de janeiro de 1967.Os restos do tripulantes da Challenger foram recuperados após intensas e prolongadas buscas na costa da Flórida. Os enterros aconteceram somente em maio. As vítimas eram Christa McAuliffe, de 37 anos, Judith Resnick, de 36 anos, Francis Scobee, de 46 anos, Ronald McNair, de 35 anos, Ellison Onizuka, de 39 anos, Michael Smith, de 40 anos e Gregory Jarvis, de 41 anos.Após seis meses de investigações, o então diretor de Vôos Espaciais da Nasa, Richard Truly, afirmou que os tripulantes da Challenger podem ter sobrevivido segundos após a explosão. Uma fita gravada na cabine registrou o co-piloto Michael Smith balbuciando apenas "Ah, oh...". Os primeiros exames das fitas sugeriam que os astronautas não sabiam do que aconteceria com eles. Mas o registro da voz de Smith apontou outra versão para os últimos momentos da tripulação.VEJA O ESPECIAL

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