Há 18 anos, Buenos Aires era alvo de ação terrorista

Carro-bomba explodiu na frente da entidade judaica Amia; líder da comunidade na Argentina critica lentidão da Justiça

ARIEL PALACIOS , CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2012 | 03h03

O atentado contra turistas israelenses na Bulgária ocorreu no aniversário de 18 anos do ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), em Buenos Aires. Líderes judaicos na Argentina, na América Latina e em Israel lembraram as 85 vítimas.

"Os mortos continuam reclamando justiça e não descansam em paz", discursou o presidente da Amia, Guillermo Borger, único orador do evento.

Borger acusou a Justiça argentina de lentidão para investigar o atentado, além de criticar o governo do Irã, considerado o autor da ordem para o ataque terrorista. A explosão, além das mortes, provocou ferimentos e em outras 300.

Na terça-feira, o promotor Alberto Nisman declarou durante uma reunião com parlamentares do Mercosul no Senado argentino que havia conseguido novas provas que confirmavam a participação do Irã e de libaneses no atentado. "Não posso divulgá-las agora. Mas, farei isso em breve", prometeu.

Coincidência. O presidente do Congresso Judaico Latino-Americano, o brasileiro Jack Terpins, lembrou ontem o atentado da Amia e lamentou o ataque em Burgas. "No dia do aniversário do atentado à comunidade judaica em Buenos Aires, novamente somos golpeados pelo terror. Desta vez, na Bulgária", declarou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.