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Há diferenças de visão sobre Gaza, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou hoje para a chanceler israelense, Tzipi Livni, que há diferenças na visão do Brasil e de Israel sobre a situação na Faixa de Gaza, onde a ofensiva contra o Hamas tem sido criticada pelo governo brasileiro."Nós condenamos o terrorismo, mas não podemos ficar indiferentes com a morte de civis palestinos", afirmou Amorim. O ministro disse ter mencionado ainda para Livni casos de alguns brasileiros que estão na Faixa de Gaza e querem sair.O encontro em Jerusalém ocorreu horas depois de Amorim se reunir com o líder sírio, Bashar Al Assad, e seu chanceler, Walid Muallen, em Damasco, na Síria. O objetivo do governo brasileiro é servir de mediador no conflito para que seja alcançado um cessar-fogo.A visita de Amorim não ganhou destaque na imprensa israelense. Apenas repórteres brasileiros e uma espanhola esperavam por ele no hotel King David, o mais elegante de Jerusalém, e também no Ministério das Relações Exteriores, onde aconteceu a reunião. Em Damasco, Amorim afirmou que "as situações mais desesperadoras podem ser tratadas de forma positiva quando há vontade política", acrescentando que o Brasil tem 10 milhões de habitantes árabes - a maioria síria e libanesa - e uma notável comunidade judaica.Apesar de em Israel o Brasil não ter tanta importância no campo diplomático, no mundo Árabe, em especial na Síria e no Líbano, as posições brasileiras são muito respeitadas. A visita de Amorim era a manchete do site da Sana, agência de notícias oficial da Síria. O governo libanês, inclusive, afirma que o Brasil, por possuir a maior comunidade libanesa do mundo, poderia contribuir mais na mediação de conflitos no país.Amanhã, o ministro brasileiro visita Ramallah, na Cisjordânia, onde se encontra com o premiê palestino, Salam Fayyad. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, está na Jordânia e não poderá se reunir com Amorim, que segue mais tarde para Amã.Brasileiros que moram em Israel organizam amanhã em Tel Aviv um ato na frente da Embaixada do Brasil contra declaração oficial do PT sobre o conflito, que foi considerada "escandalosa". O texto, assinado pelo presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Ricardo Berzoini, afirmava que "a retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista".

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