Lee Jin-man/AP
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Há espaço para diálogo com Coreia do Norte, dizem EUA

Enviado especial se reúne com diplomatas para tentar retomar negociações sobre programa nuclear

Efe e AP,

09 de dezembro de 2009 | 09h47

No segundo dia da visita do enviado especial dos Estados Unidos para a Coreia do Norte, Stephen Bosworth, ao país, o departamento de Estado assegurou que existe um 'canal robusto' para negociações diretas entre os dois países. Para isso, Pyongyang precisa retornar às conversas multilaterais para seu desarmamento nuclear, que também envolvem Coreia do Sul, Japão, Rússia e China.

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"Deixaremos claro para eles que se eles voltarem à mesa e reafirmarem os compromissos do tratado de desarmamento de 2005, haverá um canal robusto de diálogo bilateral para discutir uma ampla série de questões", disse o porta-voz do departamento de Estado, P.J. Crowley.

Especula-se que a Coreia do Norte exija de Bosworth a assinatura de um tratado de paz para pôr fim à Guerra da Coreia, interrompida em 1953 por um cessar-fogo. Para Pyongyang, o impasse no conflito demonstra uma atitude hostil dos EUA em relação ao regime. Os EUA mantêm 28,5 mil soldados na Coreia do Sul.

O objetivo da viagem de Bosworth à Coreia do Norte é tentar relançar o diálogo multilateral sobre o desarmamento nuclear norte-coreano, paralisado há um ano.

Bosworth e uma comitiva de cinco membros chegaram ontem à capital norte-coreana para uma visita de três dias com o objetivo de iniciar o primeiro diálogo bilateral dos EUA com a Coreia do Norte desde que Barack Obama assumiu a Presidência americana, em janeiro.

Espera-se que o emissário americano se reúna hoje com o vice-ministro de Exteriores norte-coreano, Kang Sok-ju, embora a agenda do encontro seja secreta.

Bosworth deve deixar Pyongyang amanhã, e voltar à Coreia do Sul para explicar o conteúdo de sua visita. Ele segue depois para China, Japão e Rússia, os outros países participantes do diálogo multilateral.

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