Há maioria no Conselho de Segurança para aprovar sanções ao Irã, diz França

Segundo diplomatas, apenas Brasil, Turquia e Líbano se opões a novas medidas restritivas

Agência Estado

20 Maio 2010 | 11h40

PARIS - Somente três dos 15 países membros do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) são contrários a uma nova resolução que impõe sanções contra o Irã por conta do programa nuclear deste país, indicou nesta quinta-feira, 20, o ministro de Exteriores da França, Bernard Kouchner.

 

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Segundo Kouchner, apenas três membros não permanentes do órgão estão reticentes. "Três países têm algumas reservas, mas nós veremos. O texto não é definitivo, ele será discutido pelos membros não permanentes do Conselho de Segurança", disse Kouchner, após um encontro com a chanceler dinamarquesa, Lene Espersen. Segundo diplomatas disseram que Brasil, Turquia e Líbano apresentam reservas à punição.

 

O Conselho de Segurança tem cinco membros permanentes: França, Rússia, EUA, Reino Unido e China. Esses países têm poder de veto sobre as decisões do órgão, mas segundo a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o quinteto concordou com um rascunho com novas sanções ao Irã. "Eu acho que o texto será aprovado. Não posso ter certeza, ninguém pode estar certo", afirmou o francês.

 

Na segunda-feira, o Irã anunciou um acordo com Brasil e Turquia segundo o qual Teerã enviará 1.200 quilos de urânio pouco enriquecido à Turquia e em troca receberá 120 quilos de combustível nuclear para seu reator de pesquisas na capital iraniana.

 

Um dia depois, porém, os EUA anunciaram que os membros permanentes do Conselho de Segurança aprovaram um rascunho de uma nova resolução e apresentariam o documento aos outros membros do órgao. Potências lideradas pelos EUA temem que o Irã busque secretamente produzir armas nucleares, o que Teerã nega.

 

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Brasil e Turquia defendem mais diálogo com o Irã antes da aprovação de qualquer punição. Já no caso do Líbano, há integrantes do governo que são membros do Hezbollah, um grupo favorável ao Irã.

 

A declaração de Kouchner ocorre no mesmo dia em que um membro do Parlamento do Irã disse que o país pode abandonar o acordo de troca de urânio se novas sanções forem aprovadas. "Se o Ocidente emitir uma nova resolução contra o Irã, não estaremos comprometidos com a declaração de Teerã e o despacho de combustível nuclear fora de nosso território será cancelado", disse Mohammad Reza Bahonar, segundo a agência de notícias Mehr. As informações são da Dow Jones.

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