Há mais portadores do HIV, mas tratamento melhora

O acesso ao tratamento para o vírus HIV melhorou muito na África Subsaariana, a região mais atingida pela pandemia da aids, levando a uma queda importante no número de mortes causadas pela doença, informou a ONU nesta segunda-feira. No final do ano passado, havia no mundo 34 milhões de pessoas portadoras do HIV, um número recorde, decorrente do fato de as pessoas estarem vivendo mais tempo com o vírus.

AE, Agência Estado

21 de novembro de 2011 | 12h11

"Os mais dramáticos avanços na cobertura na terapia antirretroviral ocorreram na África Subsaariana, com 20% de aumento entre 2009 e 2010 apenas", afirmou o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids, na sigla em inglês). A entidade notou, porém, que a doença matou 1,2 milhão de pessoas na região no ano passado.

Foram registrados 2,7 milhões de novos casos de infecções pela doença no ano passado no mundo, aproximadamente o mesmo patamar dos três anos anteriores. Os números confirmam dados anteriores divulgados pela Unaids em junho.

O acesso universal ao tratamento - definido como cobertura acima de 80% - foi alcançado em Botsuana, Namíbia e Ruanda, enquanto Suazilândia e Zâmbia conseguiram níveis de cobertura de entre 70% e 80%.

"Nas cidades e vilas na África Subsaariana, de Harare a Adis-Abeba ao Malavi rural e à província sul-africana de Kwazulu Natal, a introdução de tratamento para o HIV reduziu dramaticamente a mortalidade relacionada à aids", afirma o Unaids.

Além da melhora no acesso ao tratamento, as novas infecções por HIV também estão diminuindo bastante. "Desde o pico da epidemia em 1997, o número total de novas infecções por HIV na região caiu em mais de 26%, de 2,6 milhões para 1,9 milhão", aponta a entidade.

Na África do Sul, cuja população de 5,6 milhões de pessoas infectadas pelo HIV é a maior no mundo, a taxa de incidência caiu entre 2001 e 2009, de 2,4% para 1,5%.

A região da África Subsaariana continua a ter o maior contingente de pessoas infectadas pelo HIV. Em 2010, elas representavam 68% dos 22,9 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo pelo vírus. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Mundoaids

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.