Há obstáculos para eleição no Líbano, diz ministro francês

Desde setembro fracassa acordo para um compromisso de candidatura com a oposição liderada pelo Hezbollah

Associated Press

20 de novembro de 2007 | 05h08

O ministro de Relações Exteriores da França, que volta do Líbano onde tentou mediar facções rivais, afirma que existem "obstáculos" para um consenso entre o governo e a oposição no país antes do novo presidente ser eleito.   No prazo limite para a votação que escolhe o sucessor do presidente Emile Lahoud, um acordo é necessário para o Líbano emergir de um impasse político.   O parlamento realiza assembléia na quarta-feira, 21, para eleger um novo presidente, mas parece que não haverá o quórum de dois terços para a votação acontecer. O último dia de trabalho de Lahoud foi na sexta-feira, 16.   "Há obstáculos", disse Bernard Kouchner à repórteres depois de conversar na segunda-feira, 19, com o porta-voz da oposição do Parlamento, Nabih Berri.   De acordo com Kouchner alguns lados podem ser responsáveis no caso do presidente ser eleito. Ele não deve dizer quem, mas adverte que poderá resolver os desacordos.   "Eu quero afirmar francamente que aqueles que se responsabilizam pelo bloqueio às eleições também precisam assumir a responsabilidade pela instabilidade no Líbano", reiterou Kouchner.   Desde setembro falham as tentativas de levar os legisladores apoiados pelos norte-americanos - de volta à maioria legislativa - e a oposição liderada pelo Hezbollah, com suporte da Síria e do Irã, a chegarem a um compromisso para a escolha do próximo presidente.   "Não é a França que irá escolher um nome, que vota e decide o fato do Líbano. É o Líbano, oposição e maioria, xiitas, sunitas e maronitas quem decidem quem irá ser o presidente", acrescentou o ministro das Relações Exteriores da França.   A falha na eleição do próximo presidente pode resultar em um vácuo no poder e a possibilidade na formação de duas administrações rivais.

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