Há pouca esperança de acordo em conflito de Argentina e Uruguai

O presidente do Uruguai, TabaréVázquez, disse nesta quarta-feira que são pequenas asesperanças de chegar a um acordo com a Argentina sobre aconstrução de uma fábrica de celulose. Ele afirmou que não assinará acordo nenhum enquantopersistirem os bloqueios nas fronteiras do lado argentino. Vázquez participa junto com o presidente argentino, NéstorKirchner, da Cúpula Ibero-Americana que acontece a partir dequinta-feira no Chile. Os dois mandatários podem se encontrar para discutir oimpasse ambiental. Os argentinos alegam que a fábrica, a ser construída pelaempresa finlandesa Botnia em território uruguaio, vai poluir arede hidrográfica que passa pela Argentina. Em protesto, ambientalistas argentinos bloquearam há um anoo acesso a uma ponte internacional que liga os dois países. Ogoverno Kirchner também levou a questão à Corte Internacionalde Haia. "Os técnicos vêm mantendo pouquíssimas reuniões ... não hámuita expectativa de se chegar a uma solução. Acho que asolução final será encontrada no que resolver o tribunal deHaia", disse Vázquez a jornalistas no Chile. "O Uruguai não vai assinar nenhum tipo de acordo se aspontes não forem totalmente liberadas. É uma condiçãoimprescindível, porque a única ilegalidade comprovada em todoesse conflito é o fechamento da rota." A Espanha vem tentando fazer a intermediação do conflito. O Uruguai afirma que o empreendimento, o maior investimentono setor privado da história do país, não poluirá o meioambiente.

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