Reprodução/PBS
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Há quatro anos, Biden referendou Trump em 30 minutos e até brincou

Como vice-presidente dos EUA, Biden certificou vitória do republicano e negou objeções de parlamentares democratas

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2021 | 15h00

Há quatro anos, o Congresso dos Estados Unidos certificava a vitória de Donald Trump em uma sessão de 30 minutos marcada por rusgas entre democratas e republicanos e bom humor do líder da audiência: o então vice-presidente democrata Joe Biden, que negou, uma a uma, as objeções dos democratas. E destacou que contagem oficial de votos era a "declaração suficiente" do resultado final. 

Naquela eleição, Hillary Clinton teve três milhões de votos a mais que o oponente, mas saiu derrotada no Colégio Eleitoral. Os democratas questionaram a contagem em Estados como Flórida, Michigan e Texas, e alegavam suposta interferência da Rússia em favor de Trump. 

Na parte da final da sessão, Biden, batendo o martelo e pedindo ordem, perguntou a cada parlamentar que interrompeu se suas objeções tinham sido assinadas por um senador. Quando uma delas respondeu que "ainda não", Biden brincou: "Bem... Acabou", sob aplausos e risos dos republicanos. Ter o apoio de Biden significaria a suspensão da sessão para permitir que a Câmara e o Senado se reunissem para debater as objeções separadamente. 

Aquele clima pouco tem a ver com o que se observa na capital americana nos últimos dias. Apoiadores de Trump de várias partes do país estão reunidos em Washington para tentar, pela última vez, reverter a derrota nas urnas. "Este não é mais o Partido Republicano deles. Este é o Partido Republicano de Donald Trump!", esbravejou Donald Trump Jr, mostrando o tom de um dos eventos com partidários de seu pai. 

Os 80 milhões de votos para Joe Biden, a vitória em Estados decisivos, recontagens e declarações de autoridades locais - inclusive republicanas - ratificando o resultado ainda não foram suficientes para abalar a crença em uma suposta fraude, mentira que Trump insiste em alimentar. / Com informações da Reuters 

 

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