Há uma TV, mas ela tem de ficar sem som

NEUCHATEL, SUÍÇA

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2011 | 00h00

A primeira imagem ao chegar no local é a de um filme de ficção científica, de um mundo prestes a acabar por causa de um desastre ou da invasão de alienígenas. Uma ampla rampa leva em direção a uma porta metros abaixo do nível da rua. Escadas de metal levam a mais três andares para baixo, sempre permeados de paredes de concreto, sem pintura e geladas.

Ao final, mais uma porta, dessa vez de metal maciço, com mais de 20 centímetros de espessura e algumas toneladas de peso. No caso de uma guerra nuclear, a população que chegasse até lá teria a função de fechá-la e esperar até que a radiação fosse reduzida.

No abrigo há uma sala reservada para uma televisão. Mas o menor barulho ressoa por todo o abrigo. Assim, as ordens são de manter a TV sem som. Outra sala, um pouco maior, foi transformada em refeitório, ainda que não haja uma cozinha - um incêndio no local significaria o sufocamento de todos os moradores do bunker. Todos no abrigo esperam uma definição das autoridades se terão o direito de ficar de forma permanente na Suíça. Mas, em alguns casos, essa espera pode durar meses.

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