FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
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‘Há violação de diretos políticos e sociais na Venezuela’

A secretária especial de Direitos Humanos foi eleita conselheira da CIDH, órgão ligado à Organização dos Estados Americanos. Confira a entrevista ao Estado

Entrevista com

Flávia Piovesan, eleita para a  Comissão Interamericana dos Direitos Humanos

Renata Tranches, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2017 | 05h00

Como a CIDH poderá se impor na crise venezuelana? 

O caso da Venezuela é complexo. O debate era que lá havia uma redução da pobreza, um aumento de pessoas com acesso à saúde e educação, etc. O jogo era assim: “Asseguramos os direitos sociais, mas o preço será a redução das liberdades e dos direitos civis”. Hoje, chegamos em um momento em que temos o drama da violação dos direitos políticos e civis, e o drama da violação dos direitos sociais também. 

Com Donald Trump, há uma onda de descrédito no multilateralismo. Como mudar isso? 

Creio no multilateralismo. É a arquitetura que permite o estado de direito global, que a força do direito prevaleça em detrimento ao direito da força. A visão (nesta era) Trump é a do business approach. Temos de lutar pelo que já sofremos de guerra e tudo mais, pela arquitetura global. É melhor um mundo com a ONU do que sem ela.

 

A OEA é acusada de agir politicamente sobre violações, em favor dos interesses dos EUA. Existe politização? 

Sempre existe, não podemos nos iludir. Temos de enfrentar isso com juridicidade. Na Comissão, minha posição é de uma técnica que defende o valor dos direitos humanos. Falta nesse mundo um apelo às causas e a valores que se sobreponham à óptica dos arranjos, das conveniências. 

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