Hackers dizem ter invadido servidores da Otan e obtido dados secretos

Aliança investiga o caso; grupo Anonymous promete divulgar informações nos próximos dias

Assocaited Press

21 de julho de 2011 | 16h22

Mensagens publicadas pelos hackers em sua conta no Twitter

 

LONDRES - O grupo de hackers Anonymous disse nesta quinta-feira, 21, ter conseguido invadir os servidores da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e obtido acesso a "uma grande quantidade de material secreto" da aliança.

 

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Apesar de julgar um ato "irresponsável" publicar algumas dessas, o grupo informou que conseguiu cerca de um gigabyte de dados e publicou em seu perfil do Twitter (@anonymousirc) um documento no qual pode-se ler "Restrito à Otan", com a data de 27 de agosto de 2007.

 

No Twitter, o Anonymous ainda provocou a aliança. "Olá, Otan. Sim, temos mais da sua deliciosa informação", publicaram, acrescentando que os dados poderiam circular na internet nos próximos dias. "Sim, invadimos a Otan. E temos muito material restrito", escreveram os hackers em outra mensagem.

 

Um funcionário da aliança, falando sob condição de anonimato, disse que os chefes do órgão estão a par da situação. "Especialistas de segurança da Otan estão investigando essas afirmações" de que há dados confidenciais circulando na internet. "Condenamos energicamente qualquer vazamento de documentos secretos, que podem colocar em perigo todos os aliados da Otan, suas forças armadas e cidadãos", concluiu. Os hackers tiraram sarro das declarações do funcionário no Twitter..

 

O Anonymous é um grupo de hackers simpatizantes do site de vazamentos WikiLeaks. Eles foram responsáveis pela invasão às páginas da Visa, da MasterCard e do serviço de pagamentos PayPal quando estes bloquearam as contas do WikiLeaks e impediram o site e seu fundador, Julian Assange, de receber doações.

 

Na terça-feira, as autoridades americanas anunciaram a prisão de 14 pessoas ligadas aos ataques contra o PayPal em dezembro. Outros dois americanos, quatro holandeses e um britânico também foram detidos por suspeita de envolvimento em outros casos de pirataria na internet.

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