Hackers invadem site do 'The Sun' e 'matam' Rupert Murdoch

Grupo hacker afirma no Twitter que ataque a tabloide 'é só o começo' e promete novas ações

estadão.com.br

18 de julho de 2011 | 21h38

A página hackeada do 'The Sun'.

 

LONDRES - O site do tabloide The Sun, um dos jornais britânicos que pertencem à News Corp, do magnata australiano Rupert Murdoch, foi atacadp por um grupo de hackers nesta segunda-feira, 18. A publicação - e várias outras ligadas ao grupo de Murdoch - é investigada pelas autoridades britânicas por causa do escândalo de grampos telefônicos que veio a público no início do mês.

 

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A invasão foi realizada pelo grupo LulzSec, que redirecionou a página inicial do site do tabloide para uma notícia falsa sobre a morte de Murdoch. Posteriormente, a página encaminhava os leitores à conta dos hackers na rede de microblogs Twitter e, então, foi tirada do ar.

 

O LulzSec também disse estar em poder dos emails dos funcionários do The Sun e afirmou que os publicaria na terça-feira. Em uma mensagem no Twitter, os hacker disseram ter o endereço e a senha da conta de Rebekah Brooks, ex-chefe da News International, empresa detentora do tabloide e ligada à News Corp, e pivô das investigações do caso.

 

Na história criada pelos hackers, o corpo de Murdoch teria sido encontrado em sua casa. O texto dizia que o magnata teria ingerido "paládio radioativo antes de tropeçar em seu famoso jardim na noite passada". Na rede de microblogs, os invasores foram mais agressivos. "Isso é só o começo. Dane-se, Murdoch. Você é o próximo", publicaram.

 

O LulzSec, composto por seis hackers, anunciou seu fim no mês passado, mas aparentemente o grupo se reuniu para atacar a News International. "Nós ferramos o Sun e o News of the World - a história do Murdoch é apenas a fase 1 - esperem mais nos próximos dias", escreveram eles no Twitter.

 

O escândalo dos grampos levou ao fechamento do tabloide News of the World e à demissão de integrantes do governo e da polícia britânica. Foram grampeados telefones de políticos, celebridades e vítimas de atentados da Grã-Bretanha e de outros países a pedido dos chefes dos jornais da News Corp para que os jornalistas conseguissem histórias exclusivas.

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