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EFE/SASCHA STEINBACH
EFE/SASCHA STEINBACH

Hackers turcos atacam contas no Twitter com mensagens pró-Erdogan e símbolos nazistas

Usuários certificados como Unicef, Anistia Internacional, BBC e Reuters publicaram mensagens de apoio à reforma constitucional de Recep Tayyip Erdogan após a invasão; Twitter reconheceu problema e disse que bloqueou aplicativo que permitiu ataque

O Estado de S.Paulo

15 de março de 2017 | 12h19

ISTAMBUL - Várias contas certificadas no Twitter foram atacadas por hackers nesta quarta-feira, 15, com mensagens em turco comparando a Holanda e a Alemanha ao regime nazista. Entre as instituições afetadas estão Unicef, Anistia Internacional, além de veículos de imprensa como BBC, Reuters, Forbes, Russia Today, o jornal alemão Die Welt, o ministério francês da Economia e o clube de futebol Borussia Dortmund.

“Alemanha nazista #Holanda nazista. Aqui uma pequena bofetada otomana para vocês. #Nos vemos em 16 de abril. Querem saber o que escrevi? Aprendam turco”, afirmava uma mensagem em turco enviada às 4 horas (de Brasília), que também foi publicada nas contas de Javi Martínez, espanhol que joga no Bayern de Munique, e do ex-tenista alemão Boris Becker, entre outros.

A mensagem era acompanhada por um vídeo com trechos de um discurso do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que aprovou uma reforma constitucional para reforçar seus poderes, que será submetida a um referendo em 16 de abril.

O Twitter confirmou ter sofrido um ataque de grande porte. “Estamos cientes do problema que afeta várias contas”, declarou um porta-voz da rede social, antes de acrescentar que a fonte do ataque foi rapidamente localizada e procede de um “aplicativo”. “Retiramos imediatamente suas permissões”, completou o porta-voz, antes de afirmar que “nenhuma outra conta foi afetada”.

O aplicativo em questão, o Twitter Counter, iniciou uma investigação sobre o ataque do qual foi vítima e permitiu a ação de pirataria, afirmou seu presidente, Omer Ginor.

O ministério francês da Economia confirmou que sua conta no Twitter foi alvo de ataque. “Solucionamos o problema”, indicou o ministério, sem revelar detalhes. A BBC News North America publicou uma mensagem no Twitter em que informou que “perdeu temporariamente o controle” de sua conta na rede social.

Ancara está em plena disputa com vários países europeus, especialmente Alemanha e Holanda, que proibiram ministros turcos de fazerem campanha entre a diáspora turca a favor do referendo de abril. 

Na segunda-feira aconteceu um incidente similar na Holanda, onde hackers, supostamente turcos, invadiram várias páginas web, entre elas a do Museu da Guerra holandês e de uma organização de voluntários cristãos, substituindo seu conteúdo com mensagens a favor de Erdogan.

Naquele caso, os hackers assinavam sua ação com a frase "Somos otomanos, somos Turquia, somos 'akinci'", em referência a um tipo de cavaleiros otomanos famosos, um nome usado também por um facção terrorista turca de ideologia islamita ultranacionalista. / AFP e EFE

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