Ranko Cukovic/Reuters
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Hadzic deverá ser extraditado à Holanda na sexta-feira

Último criminoso de guerra procurado pela Sérvia foi detido na quarta-feira

Agência Estado

21 de julho de 2011 | 15h48

BELGRADO - O último procurado pela execução de "limpeza étnica" no conflito dos Bálcãs na década de 90, o servo-croata Goran Hadzic, poderá ser entregue às autoridades da Holanda na sexta-feira, informou nesta quinta, 21, o advogado do acusado na Sérvia, Toma Fila. Ele deve ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia.

 

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Segundo o advogado, Hadzic assinou um comunicado no qual se comprometeu a não apelar contra a extradição à Holanda. O ex-líder dos sérvios na Croácia foi detido na quarta-feira após sete anos foragido.

 

Nesta quinta, Hadzic foi visitado na prisão em Belgrado por sua esposa, irmã e o filho. Outra visita familiar deverá acontecer na manhã de sexta-feira e logo após Hadzic deverá ser extraditado, disse Fila.

 

Hadzic, de 53 anos, foi preso na quarta-feira. Ele havia desaparecido há sete anos, após seu indiciamento pelo tribunal da ONU ter sido comunicado ao governo sérvio. Ele foi uma figura central na auto-proclamada República sérvia de Krajina, entre 1992 e 1993.

 

Hadzic foi indiciado por 14 acusações de crimes de guerra e crimes contra a humanidade, incluindo perseguição, extermínio, deportação e destruição por seu envolvimento em atrocidades cometidas pelas tropas sérvias na Croácia. Entre as principais acusações contra ele está a deportação de 20 mil pessoas após a ocupação da cidade de Vukovar.

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