Hadzic é extraditado para o tribunal de Haia

O último procurado pela execução de "limpeza étnica" no conflito dos Bálcãs na década de 90, o servo-croata Goran Hadzic, foi extraditado hoje para o tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU), em Haia, na Holanda, após ter recebido uma permissão de última hora para visitar parentes, dentre eles sua mãe, que está doente.

AE, Agência Estado

22 de julho de 2011 | 09h38

Um comboio de jipes e veículos policiais deixou a unidade de detenção do tribunal de crimes de guerra sérvio nesta manhã (horário local), levando Hadzic primeiramente para a casa da família em Novi Sad, a cerca de uma hora de Belgrado. Em seguida, ele foi levado ao aeroporto internacional da capital sérvia.

"Neste momento, o avião já está a caminho do tribunal de Haia", disse a ministra da Justiça Snezana Malovic. Ela assinou a ordem de extradição do ex-líder servo-croata hoje. Hadzic foi detido na quarta-feira, após sete anos foragido. Ele foi descoberto por agentes sérvios que seguiam uma pista desde dezembro, quando auxiliares de Hadzic tentaram vender uma quadro de Modigliani.

Ele é procurado por crimes durante a guerra da Croácia, incluindo o massacre do Hospital de Vukovar, quando cerca de 200 croatas foram mortos. Sua prisão ocorreu após a detenção do ex-general servo-bósnio Ratko Mladic, ocorrida quase dois meses atrás.

A prisão de Hadzic tem sido considerada o fim simbólico de um terrível capítulo da história dos Bálcãs e um importante passo para que a Sérvia passe a integrar a União Europeia. As informações são da Associated Press.

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