Hague: UE deve ter prontas sanções contra Rússia

A União Europeia deve ter sanções mais firmes prontas para impor contra a Rússia se necessário, disse o secretário de Relações Exteriores britânico, William Hague, nesta sexta-feira, na chegada a uma reunião de chanceleres da UE em Atenas.

AE, Agência Estado

04 de abril de 2014 | 11h09

A crise na Ucrânia está no topo da agenda da reunião informal dos ministros das Relações Exteriores europeus, que também irá discutir a Síria. O novo governo ucraniano e líderes ocidentais manifestaram preocupação com uma aglomeração de forças russas perto da fronteira com a Ucrânia. "É muito importante para nós permanecermos firmes e unidos sobre as sanções que aplicamos contra indivíduos na Rússia e Crimeia e nos prepararmos para medidas de maior alcance se elas se tornarem necessárias", disse Hague, mas acrescentou que essa decisão não seria tomada no encontro informal em Atenas.

As sanções impostas até agora são principalmente contra indivíduos. "Este momento não é o momento para a Fase 3 das sanções, mas elas precisam estar prontas", defendeu Hague, se referindo a medidas mais duras do que as aplicadas até agora. "Porque a situação segue muito perigosa, ela continua muito tensa."

Esta semana as autoridades de Finanças da UE alertaram sobre as consequências de sanções contra a Rússia, afirmando que a economia do bloco já enfrenta desaceleração.

A chefe de política externa do bloco, Catherine Ashton, disse que a UE está "observando atentamente o que acontece" na fronteira entre Rússia e Ucrânia. "É muito, muito importante que a Rússia mostre seriedade sobre a redução de tensões fazendo as tropas recuarem", disse Catherine, na chegada à reunião. O chanceler da Grécia, Evangelos Venizelos, insistiu que a UE queria, em última análise, uma solução política para a crise na Ucrânia. "Sanções são um instrumento. (Mas) para nós a meta é sempre o respeito ao direito internacional", afirmou.

Os ministros das Relações Exteriores da UE estão se reunindo em Atenas para um encontro informal de dois dias. As discussões do primeiro dia devem se concentrar em Ucrânia e Síria. Além do encontro na tarde de sexta-feira (horário local), os ministros voltariam a se reunir no sábado. A Grécia detém atualmente a presidência rotativa da UE. Fonte: Associated Press.

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