Ramon Espinosa/AP
Ramon Espinosa/AP

Haiti ainda tem 500 mil desabrigados 2 anos após terremoto

Tremor de janeiro de 2010 matou mais de 200 mil pessoas e arrasou o país caribenho

Agência Estado

12 Janeiro 2012 | 17h07

PORTO PRÍNCIPE - As ruas da capital do Haiti, Porto Príncipe, amanheceram tranquilas nesta quinta-feira, 12, data que marca o segundo aniversário do terremoto que devastou o país. Mas atualmente mais de 500 mil pessoas ainda vivem em barracas improvisadas em 800 campos de refugiados espalhados pelo país. O aniversário do terremoto de janeiro de 2010 é feriado nacional, razão pela qual não havia congestionamento nas avenidas principais da capital.

 

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com cautela

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou que o apoio global é "vital" para a reconstrução do Haiti. "O secretário-geral gostaria de homenagear as mais de 200 mil pessoas que morreram por causa do terremoto, dentre elas 102 funcionários da ONU", disse o escritório de Ban em comunicado.

 

Ban pediu que a comunidade internacional faça pressão para o envio de ajuda ao país - o mais pobre das Américas - na medida em que ele luta para se reconstruir e encontrar moradia para centenas de milhares de pessoas que ainda vivem em esquálidos acampamentos.

 

"Apesar das conquistas consideráveis, dentre elas a remoção de entulho e o assentamento de desalojados, muitos haitianos ainda precisam de ajuda internacional", diz o documento. "O secretário-geral pede, portanto, que a comunidade internacional continue com este apoio vital."

 

Na quarta-feira, Ban falou pelo telefone com o presidente haitiano Michel Martelly e "reiterou o contínuo comprometimento da ONU em ajudar o povo haitiano no caminho para um futuro próspero e seguro".

 

O terremoto de magnitude 7,0 ocorrido em 12 de janeiro de 2010 destruiu grande parte da capital, Porto Príncipe, e deixou um em cada sete haitianos sem casa. Segundo dados oficiais, o tremor matou 316 mil pessoas e deixou 1,5 milhão desabrigadas. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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