AFP / HECTOR RETAMAL
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Haiti alcança acordo político para designar governo de transição

O acordo prevê que o Congresso Nacional eleja um novo presidente "nos próximos dias"; o presidente Martelly deixa o cargo amanhã

O Estado de S. Paulo

06 de fevereiro de 2016 | 17h26

PORTO PRÍNCIPE - O presidente do Haiti, Michel Martelly, assinou neste sábado, 6, um acordo com os chefes da Câmara dos Deputados e do Senado para designar um governo de transição desde amanhã, quando termina seu mandato, por não haver um sucessor eleito nas urnas. O acordo prevê que o Congresso Nacional eleja um novo presidente "nos próximos dias".

Após a assinatura do pacto, o presidente da Câmara dos Deputados, Cholzer Chancy, expressou sua satisfação por terem encontrado "uma solução para evitar o vazio de poder". "Era muito difícil chegar a um acordo, mas temos de dotar o país de um governo para evitar o caos político", afirmou.

O acordo prevê que personalidades da classe política poderão se apresentar à Assembleia Nacional para se candidatar à presidência. Martelly tinha sugerido ontem que a Chefia do Estado, que ele deixará amanhã, fosse exercida temporariamente pelo titular do Senado, Jocelerme Privert, ou pelo da Suprema Corte, Jules Cantave, enquanto a crise eleitoral não se resolve.

Por meio de um comunicado, o presidente haitiano informou que se discutia a criação de um governo de transição, no qual, na sua opinião, os ministros de seu Gabinete deveriam ser mantidos.

O Haiti deveria ter realizado em 24 de janeiro o segundo turno das eleições presidenciais, que foram adiadas dois dias antes pelo Conselho Eleitoral Provisório (CEP) em razão da situação de violência no país, que deixou pelo menos quatro mortos.

No primeiro turno, realizado em 25 de outubro, os candidatos que obtiveram mais votos foram o do governista Partido Haitiano Tet Kale (PHTK), Jovenel Moise, e o do opositor Liga Alternativa pelo Progresso e Emancipação Haitiana (LAPEH), Jude Celestin. Este último se recusou a participar do segundo turno alegando "graves irregularidades" no processo. / EFE

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