Haiti considera cólera como assunto de 'segurança nacional'

Doença já matou 544 pessoas; autoridades temem por epidemia em Porto Príncipe

estadão.com.br

09 de novembro de 2010 | 15h17

Estrutura hospitalar do Haiti ainda não foi recuperada após terremoto.

 

PORTO PRÍNCIPE - A epidemia de cólera que assola o Haiti desde outubro passou a ser tratada como "uma questão de segurança nacional", afirmou nesta terça-feira, 9, o diretor geral do Ministério da Saúde, Gabriel Thimoté, à agência de notícias AFP.

 

Thimoté fez a declaração durante uma entrevista sobre o último balanço da epidemia, que chegou à capital Porto Príncipe e até agora deixou 544 mortos e provocou mais 8 mil hospitalizações.

 

Anteriormente, o diretor de gabinete do ministro da saúde, o doutor Ariel Henry, havia reportado que "casos isolados" de cólera foram registrados pela primeira vez em Porto Príncipe, onde se encontram cerca de 1,3 milhão de haitianos desabrigados por conta do terremoto que devastou o país em janeiro.

 

As autoridades temem que a doença se espalhe pelos campos de desabrigados, onde as condições de higiene são precárias, o que potencializaria o surto. Além disso, a estrutura hospitalar do Haiti ainda não foi recuperada após o terremoto e há riscos de que o país não tenha profissionais e centros de saúde suficientes para tratar todos os casos.

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