Haiti corre contra o tempo para distribuir comida e água

Conforme a comida, água e outras formas de ajuda começavam a chegar ao Haiti em grandes quantidades, as organizações de assistência e os funcionários se concentravam em fazer chegar essas provisões ao danificado aeroporto e aos sobreviventes famintos, em grande número nas ruas da capital, Porto Príncipe.

AE-AP, Agencia Estado

16 de janeiro de 2010 | 09h50

A secretária do Estado norte-americana, Hillary Clinton, lembrou ontem que há, no momento, uma "corrida contra o tempo" antes de que a ansiedade e a fúria das vítimas gerem problemas adicionais. Os encarregados do resgate advertiam que a capital se somará ao caos, se as provisões não foram repartidas com rapidez.

Um motorista de um caminhão de água afirmou que foi atacado em um dos bairros pobres da cidade. Também havia informações sobre saques isolados, com jovens caminhando pelo centro com machetes. Um grupo de ladrões teria matado um homem a tiros, segundo relatos não confirmados.

"Não sei quanto tempo ainda podemos aguentar", reconheceu Dee Leahy, um missionário laico norte-americano que distribuía provisões junto com um grupo de monjas. "Precisamos de comida, insumos médicos, medicamentos, vitaminas e analgésicos. E necessitamos disso com urgência."

A Cruz Vermelha estima que entre 45 mil e 50 mil pessoas tenham morrido no terremoto de magnitude 7,0 na escala Richter, de terça-feira. Corpos estavam sendo enterrados em covas coletivas, mas numerosos cadáveres seguiam pelas ruas e ainda era possível ver partes de corpos sobressaindo entre os escombros. Outros cadáveres acabaram amontoados em caminhões, para depois serem queimados nas proximidades da capital.

Estima-se que um terço dos 9 milhões de haitianos precisarão de ajuda. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o Programa Mundial de Alimentos distribuirá biscoitos com alto valor energético e outras comidas prontas para 8 mil pessoas "várias vezes ao dia". "Obviamente, é só uma gota no oceano ante a enorme necessidade, mas a agência irá aumentando (a ajuda) para alimentar ao redor de um milhão de pessoas em 15 dias e dois milhões em um mês", disse Ban. As informações são da Associated Press.

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