EFE/Bahare Khodabande
EFE/Bahare Khodabande

Haiti discute saída política para evitar vazio de poder

Mandato do presidente Michel Martelly termina no domingo e não há um sucessor definido; protestos continuam

O Estado de S. Paulo

31 Janeiro 2016 | 21h03

PORTO PRÍNCIPE - Faltando sete dias para o fim do mandato do presidente haitiano, Michel Martelly, diversos setores do país realizam negociações para tentar encontrar uma saída para a crise política causada pelo adiamento do segundo turno das eleições presidenciais.

Integrantes do governo, do Legislativo e do setor econômico discutem qual a melhor saída para o país já que não deverá haver um sucessor definido até o dia em que Martelly deverá deixar o poder. O presidente do Senado, Joslerme Privert, afirmou ontem que busca uma solução para evitar um “vazio de poder” do país, que vive um impasse político desde 2011, quando as eleições regionais foram adiadas diversas vezes.

Organizações internacionais também pressionam para que haja uma solução até o dia 7 em razão dos protestos que aumentam a cada dia nas ruas do país.

Neste domingo, 31, uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou ao Haiti para ajudar a resolver a crise política a pedido do presidente haitiano. O grupo foi recebido com protestos da população, que critica a “interferência” externa.

Martelly afirmou que não deixará o poder se não houver um acordo político fechado sobre a transição presidencial e disse “estar disposto a se sacrificar pelo país” – declaração criticada pela oposição, que exige a renúncia do presidente e a renovação do Conselho Eleitoral Provisório (CEP).

Setores da oposição concordam com a formação de um governo de transição a partir do dia 7 e entre os nomes cotados para liderar essa nova etapa política estão o do presidente da Corte Suprema de Justiça, Jules Cantaves, do presidente do Senado e do atual primeiro-ministro, Evans Paul.

Fraude. O segundo turno da eleição presidencial deveria ter ocorrido no dia 24 de janeiro, mas dias antes o candidato da oposição Jude Celestin – segundo colocado no primeiro turno, atrás do governista Jovenel Moise – desistiu de concorrer, alegando fraude na primeira etapa da votação. O terceiro colocado em janeiro também desistiu de participar. A oposição convocou protestos diários e o CEP decidiu então adiar a eleição, mas até hoje não há uma nova data estabelecida. / EFE

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