Haiti está seguro e pode realizar eleições, diz general

Após ser condecorado com a medalha da Legião do Mérito, concedida pelo governo dos Estados Unidos, o ex-comandante da Força de Paz no Haiti (Minustah), general Floriano Peixoto Vieira Neto, assegurou hoje que o país hoje "está absolutamente seguro" e que as eleições presidenciais têm todas as condições de serem realizadas em novembro próximo.

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 19h03

"As eleições têm de ser realizadas em novembro, conforme o previsto, porque o país tem de caminhar", disse. "Não pode ficar aguardando uma situação ideal de normalidade plena, institucional, para que a nação possa dar início a seu funcionamento de forma autossustentável", acrescentou.

O general disse hoje que recebia a medalha em nome de todos que estavam no país, por ocasião do terremoto. Negou, no entanto, que a condecoração, entregue pelo comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, tivesse por objetivo acabar com qualquer mal-estar que pudesse ter sido criado com a chegada dos norte-americanos a Porto Príncipe, após a tragédia.

Na época, quando os Estados Unidos assumiram o controle do aeroporto da capital haitiana, os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim, criticaram publicamente os norte-americanos. "Não houve nenhum tipo de divergência, desde o início foi firmada uma declaração de princípios dizendo muito claramente que os americanos estavam ali para uma ajuda humanitária", disse o militar.

De acordo com o general Floriano Peixoto, a maior necessidade do Haiti, hoje, é criar condições de habitação. Na época do terremoto, o número de desabrigados chegou a 1,5 milhão. Ele falou ainda da necessidade de recolhimento de entulhos.

"Habitação em primeiro lugar e limpeza da região", declarou o general Floriano Peixoto, ressaltando ainda a necessidade de que haja continuidade no repasse de recursos para o país para que se possa dar prosseguimento à reconstrução das áreas destruídas.

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