Haiti não dará vaga no Conselho da ONU, diz professor

Estudioso de operações de paz, o professor alemão Kai Michael Kenkel, da PUC-RJ, avalia que a atuação do Brasil à frente da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) é um sucesso, mas que isso não significa nada para a aspiração brasileira de conseguir um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU. Kenkel afirma que, do ponto de vista da segurança, os objetivos da ação, que completa cinco anos amanhã, foram cumpridos com a retomada por tropas regulares de áreas antes dominadas por criminosos.

AE, Agencia Estado

31 de maio de 2009 | 09h55

Ele destaca, porém, que a participação em iniciativas do gênero não é suficiente para dar aos países que as protagonizam perfil de membro do Conselho de Segurança, principal objetivo do Brasil quando aceitou a tarefa. Vivendo há dois anos no Brasil, Kenkel lembra que, no Haiti, pela primeira vez, o País integra, como líder e com o maior contingente, uma operação sob o Capítulo VII da Carta da ONU, que prevê a imposição da paz e não apenas sua manutenção.

Agora, acredita o professor, a tropa brasileira pode pensar em voltar para casa definitivamente, apesar dos problemas que ainda assolam o Haiti, entre eles o uso de seu território pelo tráfico colombiano como entreposto para enviar cocaína para os EUA - questão que está fora do mandato da missão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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