Haiti precisa de US$ 3,8 bi para reconstrução, diz ONU

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, fizeram um apelo ao mundo, hoje, durante conferência internacional de doadores para o Haiti. Eles pediram a quantia de US$ 3,8 bilhões para começar a reconstruir o país caribenho, devastado pelo terremoto de 12 de janeiro.

AE-AP, Agência Estado

31 de março de 2010 | 19h37

Mais cedo, Hillary disse que os EUA já se comprometeram a doar US$ 1,15 bilhão para ajudar na reconstrução ."Este dinheiro irá para o plano do governo do Haiti de fortalecer a agricultura, energia, saúde, segurança e governança", afirmou Hillary.

O presidente do Haiti, René Préval, também pediu aos doadores que tenham o foco na educação e ajudem a que seu povo de 9 milhões de pessoas possa prover o próprio futuro. Durante a conferência de hoje, ele se dirigiu a representantes de 138 países, organizações internacionais e ONGs. Também nesta quarta-feira, o Banco Mundial se comprometeu a enviar mais US$ 250 milhões para ajudar o Haiti, enquanto Catherine Ashton, chefe de assuntos estrangeiros da União Europeia, disse que o bloco europeu doará US$ 1,6 bilhão.

Detalhes da ajuda

Os US$ 3,8 bilhões que o Haiti busca para os próximos 18 meses são apenas a parte inicial de um montante de US$ 11,5 bilhões que a administração de Préval quer para reconstruir escolas, hospitais, tribunais e bairros destruídos pelo terremoto. O governo do Haiti detalhou seus planos num relatório de 55 páginas. Ele inclui um pedido direto de US$ 350 milhões para apoiar o orçamento do governo haitiano, o qual Edmond Mulet, principal enviado das Nações Unidas residente no Haiti, disse ser crucial para o progresso da nação caribenha.

No núcleo do pedido haitiano por auxílio está a Comissão Interina de Recuperação do Haiti (IHRC, na sigla em inglês), a qual será comandada pelo ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, e pelo primeiro-ministro haitiano Jean-Max Bellerive. O corpo de dirigentes da Comissão incluirá um representante para cada país doador que advogue uma redução na dívida haitiana - atualmente, os EUA, Canadá, Brasil, França, Venezuela e a União Europeia, bem como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial e as Nações Unidas.

Estima-se que 1,3 milhão de haitianos tenham perdido suas casas, num país que já era o mais pobre do Hemisfério Ocidental antes da tragédia. Centenas de milhares estão sobrevivendo nas ruas ou em tendas, sob um risco constante de doenças, enchentes e relatos cada vez mais frequentes de violência, incluídos estupros. As organizações de direitos humanos estão pedindo transparência, prestação de contas e coordenação no auxílio ao Haiti, elementos que não estiveram presentes no passado. Com informações da Dow Jones.

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