EFE/Jean Marc Herve Abelard
EFE/Jean Marc Herve Abelard

Haiti tem protestos violentos por renúncia de presidente

Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de a polícia reprimir protestos na capital, Porto Príncipe; presidente Jovenel Moise é acusado de corrupção

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2019 | 22h44

Pelo menos duas pessoas morreram e dezenas ficaram feridas depois de a polícia do Haiti reprimir protestos na capital, Porto Príncipe, neste domingo, 9. Milhares de manifestantes foram às ruas protestar contra a corrupção e pedir a renúncia do presidente  Jovenel Moise.

Os manifestantes queimaram pneus e atiraram pedras durante a marcha em Porto Príncipe. Muitas lojas e postos de gasolina foram fechados e as viagens entre algumas cidades foram impedidas, pois os manifestantes bloquearam as estradas com carros, pedras e outros objetos grandes.

Jovenel é acusado de desviar recursos do Petrocaribe, programa de fornecimento de petróleo pela Venezuela ao Haiti por preços reduzidos. Uma investigação do Senado determinou recentemente que pelo menos 14 ex-funcionários do governo supostamente abusaram de US$ 3,8 bilhões sob a administração do ex-presidente Michel Martelly.

Uma auditoria apresentada em fevereiro pelo Tribunal de Contas revelou irregularidades entre 2008 e 2016 neste programa e apontou para 15 ex-ministros e atuais funcionários que estariam envolvidos neste caso, assim como uma empresa que Moise dirigia antes de chegar à presidência.

Ainda em fevereiro, o Haiti completou oito dias de protestos convocados por setores da oposição que desejam a saída de Moise. Pelo menos nove pessoas morreram nas manifestações que foram marcadas por ataques, saques e confrontos com a polícia.

Enfraquecida pela inflação de mais de 15% em dois anos, a economia do Haiti atravessa uma grave crise por conta da rápida desvalorização da moeda nacional, o Gourde, em relação ao Dólar, o que aumenta os preços dos produtos básicos./ AFP e REUTERS

 

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