Haiti vive suspense político por conta de indefinição eleitoral

Segundo turno, que estava marcado para este domingo, ainda não foi realizado.

BBC Brasil, BBC

16 de janeiro de 2011 | 19h39

Um ano após terremoto, pessoas ainda vivem em tendas

Dois meses após uma eleição inconclusiva, o Haiti enfrenta incerteza política e ainda não sabe quais candidatos disputarão sua Presidência.

O segundo turno do pleito deveria ter sido realizado neste domingo, mas foi adiado por conta da indefinição envolvendo o candidato governista, Jude Celestin, e o cantor Michel Martelly.

Ambos querem participar do segundo turno com a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, considerada vencedora do primeiro turno, em 28 de novembro - em uma votação fortemente criticada por causa de relatos de fraude, violência e intimidação de eleitores.

Resultados provisórios anunciados em dezembro pelo conselho eleitoral apontavam Celestin como o segundo colocado, com pequena vantagem sobre Martelly.

Mas os resultados provocaram protestos violentos por parte de apoiadores de Martelly, que alegou ter perdido o segundo lugar por causa de fraudes.

OEA

Em meio a temores de escalada da violência, a OEA (Organização dos Estados Americanos) enviou uma equipe de especialistas para avaliar os resultados.

A organização apresentou seu relatório ao presidente René Préval na última quinta-feira. Uma cópia vazada do documento indica que a OEA sugere a saída de Celestin do segundo turno, em favor de Martelly.

Após descontar votos supostamente fraudados, o organismo diz que Martelly recebeu mais votos que o candidato governista.

Cabe a Préval tomar a decisão final sobre o caso, e correspondentes da BBC relatam que o presidente está sob forte pressão internacional para aceitar as recomendações da OEA.

Quem quer que vença o pleito enfrentará a tarefa de reconstruir o país, ainda sem infraestrutura um ano após o terremoto que matou mais de 250 mil pessoas e que deixou a capital, Porto Príncipe, em ruínas.

Há mais de 1 milhão de haitianos vivendo em tendas, e a epidemia de cólera já matou mais de 3,7 mil pessoas.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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