Haitianos atacam força da ONU em protesto contra preços

Manifestantes contra o aumento do custode vida promoveram tumultos na localidade haitiana de LesCayes, onde queimaram lojas, alvejaram soldados estrangeiros esaquearam contêineres num terreno da ONU, segundo notadivulgada na sexta-feira pelas Nações Unidas. Les Cayes, no sudoeste do Haiti, permanecia com clima tensodepois dos incidentes de quinta-feira, e a ONU enviou cemsoldados como reforço, segundo a nota. O preço dos alimentos no Haiti, o país mais pobre dasAméricas, subiu muito nos últimos meses, provocandodescontentamento com o governo do presidente René Préval. A eleição de Préval, em 2006, despertou expectativas de queo país finalmente entraria no caminho da estabilidade, apósdécadas de turbulências que culminaram com a deposição, em2004, do presidente Jean-Bertrand Aristide. Desde então, tropasda ONU sob o comando do Brasil tentam impor a ordem. Um pequeno grupo de manifestantes invadiu o terreno da ONUem Les Cayes durante o protesto, danificando o portão eignorando disparos de advertência dos guardas, segundo a nota. "Os manifestantes também queimaram lojas em Les Cayes,atiraram pedras e dispararam armas contra alguns doscapacetes-azuis [tropas internacionais] durante a noite", diz anota.O Haiti vive um período de relativa calma, embora orecrudescimento dos sequestros e da criminalidade em geralpreocupe a ONU. Um contingente um pouco inferior a 9.000soldados e policiais está estacionado no país caribenho. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pediu nesta semanaà comunidade internacional e aos líderes haitianos quemantenham seus esforços para estabilizar o país. "O potencialpara regressão permanece", afirmou o sul-coreano num relatório. (Reportagem de Michael Christie)

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.