Haitianos atacam ONU e médicos falam em colapso

A 12 dias das eleições, o Campo de Marte - um dos maiores e mais precários acampamentos de deslocados, montado na frente do palácio presidencial desde o terremoto de janeiro - foi palco ontem de violentos protestos de haitianos revoltados contra as tropas das Nações Unidas. A multidão foi dispersada com bombas de gás lacrimogêneo, lançadas pela tropa de choque da Polícia Nacional Haitiana (PNH).

AE, Agência Estado

19 de novembro de 2010 | 07h49

As manifestações - marcadas ontem pelo uso de barricadas de entulhos e pelas pedras lançadas contra militares e veículos de organismos internacionais - vêm crescendo a cada dia no Haiti, à medida que aumenta o número de infectados pela epidemia de cólera que já deixou mais de 1.100 mortos e 18 mil internados.

Ontem, os Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançaram um duro alerta sobre a situação dos hospitais no Haiti. "Se o número de casos continuar aumentando, teremos de adotar medidas drásticas. Vamos atender em espaços públicos e até mesmo nas ruas", disse Stefano Zannini, chefe dos MSF no Haiti. Além da falta de estrutura física, os médicos também estão à beira do colapso pela sobrecarga de trabalho. "Estamos sobrecarregados. Nossas equipes estão trabalhando 24 horas por dia e o cansaço está se tornando um problema. A carga de trabalho é estressante. Não é fácil trabalhar com o cheiro, o barulho e a pressão de tantos doentes", disse Zannini.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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