Haitianos vêem orgulho, esperança e heroísmo em Obama

Desprezado por décadas, invadidopela marinha norte-americana e frequentemente sujeito aoscaprichos dos políticos de Washington, o Haiti tem um históricocomplicado com os Estados Unidos. Agora, muitos haitianos acreditam que Barack Obama -- queserá, caso eleito, o primeiro presidente negro dos EUA -- podeabrir um novo capítulo e ajudar o país caribenho, que sofre coma instabilidade e a pobreza. A candidatura de Obama despertou o interesse dos haitianosmais do que qualquer outra. O Haiti foi a primeira repúblicanegra independente do mundo, quando, em 1804, escravos rebeldesderrotaram o Exército francês, controlado por NapoleãoBonaparte. Muitos haitianos dizem que se inspiram em Obama e que ele émotivo de orgulho para os negros no mundo todo. Obama é vistocomo um semelhante. "Pelo menos eu sei que Obama e nós, haitianos, temos umacoisa em comum", disse o economista Amos Dorcelus, 34. "Nãotemos reservas ao lidar com pessoas brancas porque achamos quesão pessoas assim como nós e não sentimos nenhum tipo deinferioridade." "Somos pobres, mas temos orgulho e podemos nos levantar eolhar para eles nos olhos, sabendo que podemos ser ou fazer omesmo que eles", disse. O Haiti não faz parte da lista de prioridadesinternacionais de Obama nem de seu rival, o republicano JohnMcCain. Mas Armel Mozart, 28, acredita que Obama está interessadono Haiti por causa de seu relacionamento comhaitianos-americanos como Patrick Gaspard, diretor de campanha,e Kwame Raoul, que o substituiu como senador por Illinois. "Acredito que Obama está de olho no Haiti mesmo que nãofale muito sobre o país", disse Mozart, estudante de ciênciaspolíticas. "Como líder negro, ele deve ter lido muito sobre a históriahaitiana e sua decisão de escolher Gaspard para um cargoimportante é muito significativa", disse.

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