Haitianos viajam ao país para votação

PORTO PRÍNCIPE

Gustavo Chacra ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 00h00

A cinco dias das eleições presidenciais no Haiti, haitianos que vivem nos EUA começam a retornar para acompanhar a votação e passar rever os parentes que sofrem nos últimos meses com os efeitos do terremoto de janeiro e a recente epidemia de cólera. Em um voo de Nova York para Porto Príncipe, o Estado conversou com haitianos que viajavam para aproveitar o feriado americano do Dia de Ação e Graças com as famílias.

"Era meu dever como haitiano voltar para ver de perto o processo democrático", disse Joseph, acrescentando que se divide entre os dois países. "Foram décadas difíceis, mas o mundo começou a prestar atenção na gente."

Segundo outro haitiano, Junior, mais gente estaria voando para Porto Príncipe se não fosse o problema da cólera. "Os haitianos de Nova York ficaram com medo de ser infectados. É uma pena". Para ele, o impacto da eleição presidencial perdeu espaço para a epidemia de cólera.

Os dois concordam que os anos de ditadura ficaram definitivamente para trás. "Não dá para imaginar hoje um regime militar no Haiti. Esse tempo passou. Devemos pensar no que será o melhor para o nosso país a partir de agora", acrescentou Joseph.

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