Hamas acusa Egito de matar 4 palestinos com gás em túnel

Túnel é usado por palestinos e pelo Hamas para cruzar fronteira bloqueada da Faixa de Gaza com o Egito

AE-AP, Agência Estado

28 de abril de 2010 | 20h25

O Hamas acusou nesta quarta-feira, 28, o Egito de matar quatro palestinos e deixar seis feridos ao injetar gás no interior de um túnel de fronteira, que é usado para contrabandear bens para a Faixa de Gaza.

 

Um funcionário do Hamas, que trabalha na segurança na área dos túneis e falou sob condição de anonimato, disse que o gás é usado para dispersar pessoas e inibir o contrabando.

Mais tarde, o Ministério do Interior do Hamas disse em comunicado que o gás usado para tentar esvaziar o túnel era venenoso. "O Ministério do Interior confirma que a causa da morte dos cidadãos foi o fato de as forças de seguranças egípcias terem jogados gases venenosos em um dos túneis", disse o comunicado, sem maiores detalhes.

O Egito está sob pressão para interditar as centenas de túneis que são de extrema importância econômica para o bloqueado território palestino e que também são usados para levar armas para o grupo militante islâmico.

 

Israel e Egito têm mantido as fronteiras oficiais fechadas com a Faixa de Gaza desde que o Hamas tomou o controle do território costeiro em 2007 das forças leais ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que atualmente governa apenas a Cisjordânia.

Hamdan Abu Latifa, médico de um hospital da cidade de Rafah, na fronteira, disse que os contrabandistas morreram por sufocação. Um funcionário de segurança da fronteira egípcia não quis falar sobre o assunto. Forças de segurança egípcias injetaram gás nos túneis antes, segundo funcionários dos Hamas e operadores dos túneis. Mas o incidente desta quarta-feira foi o primeiro no qual pessoas morreram.

"Este foi um crime terrível cometido pela segurança egípcia contra simples trabalhadores palestinos que tentavam ganhar o pão de cada dia", disse o porta-voz do Hamas, Fawzi Barhoum.

 

"Foi um assassinato a sangue frio. O Hamas e o povo palestino condenam fortemente este crime." "Nós exigimos que o Egito explique o que está acontecendo e investigue as circunstâncias desse crime terrível e mostre a verdade para todo o mundo e se responsabilize por isso", disse ele.

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