Hamas admite ter executado 3 adolescentes judeus, diz TV

Comentário teria sido feito em um evento na Turquia e registrado em vídeo exibido por um canal israelense

CIDADE DE GAZA, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2014 | 02h01

Um canal de TV de Israel noticiou ontem que um integrante do grupo Hamas admitiu que o braço armado do grupo, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, está por trás do sequestro de três estudantes israelenses encontrados mortos em junho. As mortes deram origem a uma escalada de violência entre Israel e o Hamas.

O Canal 10 exibiu um vídeo no qual um homem, que seria do grupo, reivindica a autoria do sequestro para as Brigadas Ezzedine al-Qassam. O jornal Haaretz disse não ter confirmado a autenticidade do vídeo. O comentário teria sido feito em uma conferência de professores muçulmanos na Turquia.

A informação foi veiculada em meio à nova escalada de violência entre Hamas e Israel. O Hamas e as brigadas negaram ontem que o bombardeio israelense, na terça-feira, tenha matado seu líder militar, Mohamed al-Deif. A mulher e a filha dele, de 7 meses, foram mortas. Em resposta, a brigada prometeu atacar o aeroporto de Tel-Aviv hoje, mostrando que a guerra foi retomada não só com ataques, mas com ameaças.

Em Israel, o premiê Binyamin Netanyahu disse que a campanha militar contra o território palestino poderá ser estendida e vai durar "o tempo que for necessário". Segundo ele, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, está usando a "selvageria" contra o próprio povo da mesma maneira que o Estado Islâmico, no Iraque.

A violência na região foi retomada na terça-feira antes do término do cessar-fogo negociado previamente - que Israel acusa o Hamas de ter violado. Desde então, foguetes palestinos atingiram áreas perto das cidades israelenses de Ashdod, Beersheva e Netivot e outros foram interceptados pelo Domo de Ferro (sistema de defesa antimísseis de Israel).

Por outro lado, ataques aéreos de Israel mataram 20 pessoas em Gaza. O Exército israelense afirmou ter lançado cerca de cem bombardeios contra pontos em Gaza e os palestinos teriam disparado ao menos 140 foguetes contra Israel desde que a trégua expirou.

Acredita-se que Deif seja o mentor da campanha militar do grupo islâmico por túneis subterrâneos, cuja destruição é o principal objetivo da ofensiva israelense. Em vídeo divulgado ontem na internet, o porta-voz das brigadas, Abu Obeida, negou a morte do líder. "Vocês falharam e erraram."

Na manhã de ontem, a imprensa israelense especulou a possibilidade de que Deif teria sido morto no bombardeio, pois na casa atingida havia um corpo não identificado. Mais tarde, porém, o Ministério da Saúde de Gaza explicou que juntamente com os corpos da mulher e da filha de Deif foram encontrados os de outra mulher e de uma adolescente, mas nenhum de homem. / AP, EFE e REUTERS

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