Said Khatib / AFP
Said Khatib / AFP

Hamas anuncia novo cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza

Governo israelense ainda não confirmou se aceitou acordo; nesta sexta-feira, 20, disparos efetuados por militares palestinos mataram um soldado de Israel, que reagiu com bombardeios aéreos

O Estado de S.Paulo

21 Julho 2018 | 03h02

GAZA - O Hamas anunciou que chegou a um acordo de cessar-fogo com o governo de Israel na madrugada deste sábado, 21, informa um porta-voz do grupo palestino. A medida busca evitar a escalada de conflitos na Faixa de Gaza, onde quatro palestinos e um soldado isralense morreram durante confronto nesta sexta-feira, 20.

"Graças aos esforços do Egito e da ONU (Organização das Nações Unidas), alcançamos um acordo para retornar ao clima de tranquilidade entre a ocupação israelense e as forças palestinas", disse o porta-voz do Hamas, Fauzi Barhum. Israel não confirmou o cessar-fogo - o segundo acordado nesta semana.

Nesta sexta-feira, um soldado israelense foi atingido por disparos efetuados por militares palestinos na Faixa de Gaza. Em resposta, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu ordenou ataques aéreos contra "alvos militares" na região. Segundo fontes locais, os bombardeios mataram três palestinos - a quarta vítima foi morta a tiros por soldados israelenses na fronteira entre Gaza e Israel.

"Todos nós devemos dar um passo atrás, antes do caixão. Não na semana que vem, não amanhã, agora" disse o enviado das Nações Unidas para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, pelas redes sociais. 

Até o início da noite, ainda se ouviam projéteis disparados por palestinos, segundo o exército israelense. "Enquanto o Hamas continuar com seus disparos, Israel reagirá com muito mais força", avisou o ministro de Defesa de Israel, Avigdor Lieberman. No último sábado, 14, o exército israelense interceptou um dos projetéis palestinos, dando fim ao primeiro acordo de cessar-fogo estabelecido com o Hamas.

A situação na Faixa de Gaza é considerada de alta tensão desde o dia 30 de março, quando palestinos passaram a realizar uma série de protestos na fronteira com Israel contra o bloqueio que o governo israelense impôs sobre o território. Ao menos 149 palestinos morreram durante os confrontos. //AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.