Hamas assume atentado contra Israel; Arafat condena

Radicais suicidas explodiram dois ônibus quase simultaneamente no sul de Israel, matando pelo menos 15 pessoas e deixando mais de 80 feridos no primeiro atentado cometido dentro de Israel nos últimos seis meses. As detonações foram reivindicadas pelo Hamas e deverão atrair uma retaliação de Israel. O premier Ariel Sharon já se reuniu com altas autoridades de segurança. ?Israel continuará a enfrentar o terror com todo seu poderio?, disse Sharon, comprometendo-se a prosseguir com a retirada da Faixa de Gaza.Os ônibus irromperam em chamas a 100 metros de distância um do outro, nas proximidades de uma esquina em Beersheba, maior cidade do sul de Israel. O Hamas divulgou um panfleto em Hebron - a cidade palestina mais próxima do local dos atentados - dizendo que as explosões vingavam a morte de dois líderes do grupo. Na Faixa de Gaza, líderes islâmicos elogiaram a ?operação heróica? a partir dos alto-falantes das mesquitas.Já a liderança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) condenaram o ataque e pediram a retomada do cessar-fogo. ?O interesse palestino requer a cessação dos ataques contra todos os civis, de modo a não dar a Israel pretexto para continuar com a agressão contra nosso povo?, diz nota do presidente da ANP, Yasser Arafat.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.