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Hamas cogita declarar trégua incondicional a Israel

"Não se trataria de uma trégua, mas de uma interrupção temporária das hostilidades", disse o líder islâmico

EFE

23 de dezembro de 2007 | 00h23

O Hamas conversa com outras facções palestinas para declarar uma trégua incondicional a Israel, informou um líder do movimento islâmico citado pelo jornal "Asharq Al-awsat", neste domingo. "O debate sobre uma trégua renovou-se no seio do Hamas e de outras facções palestinas. Espero que tenhamos êxito", disse o líder islâmico, que pediu para não ser identificado. Seria um "cessar-fogo de nossa parte e outro da parte israelense", sem precondições, afirmou. Ahmed Yousef, importante assessor do governante de fato na faixa, Ismail Haniyeh, reconheceu à agência palestina "Ma'an" que seu movimento, o Hamas, está disposto a alcançar um acordo neste sentido com Israel. No entanto, disse que não se trataria de uma trégua, mas de uma interrupção temporária das hostilidades, publica o jornal "Ha'aretz". Esta é a única opção que está sobre a mesa em seus contatos com representantes europeus, pois Israel se nega publicamente a dialogar com o Hamas, declarou Yousef. "Não nos opomos a uma interrupção das hostilidades que ponha um fim no cerco" a Gaza, mas "não será em troca de nada" nem "ilimitado", afirmou. Já o porta-voz do Hamas, Ismail Radwan, disse a uma emissora israelense que "não faz sentido falar de trégua enquanto continuar a agressão" ao povo palestino. O chefe de política e segurança do Ministério da Defesa de Israel, Amos Gilad, disse à rádio pública israelense que o Hamas "não quer uma verdadeira trégua", mas, sim, "deter as operações" em Gaza, já que "sofreu um grande revés". A possibilidade de um cessar-fogo entre Israel e o Hamas ganhou força depois de ter sido proposta esta semana pelo governante de fato em Gaza, Ismail Haniyeh, através de um jornalista. O presidente israelense, Shimon Peres, classificou a proposta como "patética", posto que, dias após o Hamas celebrar seu 20º aniversário, dizia: "Nunca reconheceremos o Estado de Israel". No entanto, os ministros de Infra-estrutura de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, e de Transportes, Shaul Mofaz, mostraram-se receptivos à idéia. O trabalhista Ben-Eliezer disse ontem que, em um eventual pacto, o Hamas deveria pôr fim tanto ao lançamento de foguetes artesanais a partir de Gaza como ao contrabando de armas por túneis subterrâneos a partir do Egito, e ainda libertar o soldado Gilad Shalit, refém há um ano e meio.

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