Hamas condena Bush por exigir libertação de soldado

O porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Sami Abu Zuhri, condenou neste domingo as declarações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que exigiu a libertação do soldado israelense capturado pelo grupo islâmico em Gaza.Abu Zuhri, também porta-voz do governo liderado pelo Hamas, considerou as declarações de Bush "uma tentativa de fazer o Executivo palestino fracassar e de torpedear a situação", segundo expressou em comunicado enviado à imprensa em Gaza.O presidente americano disse no fim de semana que a libertação do soldado israelense é a chave principal para pôr fim à atual crise em Gaza, onde Israel lançou a operação "Chuvas de Verão" e fez a maior incursão desde que abandonou o território, em setembro de 2005."Bush é a cabeça do mal e o principal patrocinador do terrorismo no mundo", afirmou o porta-voz do Hamas.Israel iniciou há cinco dias uma grande operação militar em Gaza para encontrar o soldado Gilad Shalit, seqüestrado no domingo passado por milicianos palestinos.A aviação e a artilharia israelense bombardearam desde então diferentes alvos e infra-estruturas em Gaza, destruindo centrais de fornecimento elétrico, pontes vitais para a comunicação entre o norte e sul da faixa e escritórios do governo palestino.O Executivo israelense acusa o chefe do escritório político do Hamas em Damasco, Khaled Mashaal, de obstaculizar os esforços diplomáticos voltados para obter a libertação do soldado. O Hamas exige a libertação de mil prisioneiros palestinos em prisões israelenses em troca da libertação do militar.A postura oficial de Israel, reiterada neste domingo pelo primeiro-ministro Ehud Olmert durante a reunião do Conselho de Ministros, é que "não negocia com terroristas".Abu Zuhri também criticou o que chamou de "declarações ameaçadoras feitas contra Khaled Mashaal" e acusou os EUA de "estarem envolvidos na guerra contra o povo palestino". "Esta Administração (dos EUA) apóia o terrorismo e os crimes de guerra cometidos por Israel", afirmou no comunicado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.