Hamas condena decisão jordaniana de cancelar visita de chanceler

O Hamas protestou nesta quarta-feira contra a decisão do governo jordaniano de cancelar uma visita do chanceler palestino a Amã e negou as acusações feitas pela Jordânia de que o grupo islâmico que hoje governa a Autoridade Nacional Palestina (ANP) estaria promovendo tráfico de armas. Na terça-feira, o governo da Jordânia anunciou a suspensão, "até segunda ordem", de uma visita que o ministro das Relações Exteriores da ANP, Mahmud Zahar, faria a Amã. A Jordânia acusou o Hamas de tráfico de mísseis e outras armas para seu território. Nesta quarta-feira, Sami Abu Zuhri, porta-voz do Hamas, negou as acusações da Jordânia. "Todo mundo sabe que a luta do Hamas era e é contra a ocupação de nossa terra e não temos nenhuma intenção de interferir em assuntos internos de outros países", declarou. "Nós condenamos e rejeitamos a decisão" de suspender a viagem de Zahar, prosseguiu Abu Zuhri. A visita de Zahar estava marcada para esta quarta-feira. Enquanto isso, a Irmandade Muçulmana jordaniana, principal partido de oposição ao governo estabelecido em Amã, também criticou a decisão do governo da Jordânia e o acusou de ceder à pressão exercida pelo Ocidente e por Israel. "Essa decisão mostra que a Jordânia dobrou-se à pressão americana e sionista sobre os árabes para isolar o governo palestino liderado pelo Hamas", disse Jamil Abu-Bakr, um dos principais líderes da Irmandade Muçulmana jordaniana. Nesta quarta-feira, os cinco jornais estatais diários da Jordânia estamparam na primeira página fotos dos mísseis, detonadores e explosivos supostamente traficados pelo Hamas.

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 17h45

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