Hamas critica repasse de verba israelense ao Fatah

O Hamas criticou nesta sexta-feira o repasse por parte de Israel de US$ 100 milhões, provenientes de taxas que favorecem a Autoridade Nacional Palestina e tarifas aduaneiras congeladas, diretamente ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, do partido Fatah. "Dessa maneira, o governo palestino legítimo é preterido", reclamou Fawzi Barhum, um dos dirigentes do Hamas, em declarações à imprensa. "Além disso, Israel se dá o direito de decidir como serão usados esses fundos". Alguns observadores também notaram que a remessa - decidida na reunião entre Abbas e o premiê israelense, Ehud Olmert, em 23 de dezembro - foi feita às vésperas de um possível encontro em Damasco entre o presidente da ANP e o líder do Hamas, Khaled Meshal.O repasse da verbaIsrael repassou à ANP US$ 100 milhões, parte dos impostos e taxas de alfândega congelados quando o movimento islâmico Hamas chegou ao poder, em março de 2006, segundo fontes do Escritório do Primeiro-ministro israelense.O dinheiro foi transferido diretamente à Presidência palestina na quinta-feira à noite. A condição foi de que ele não seja usado para pagar os salários atrasados dos funcionários do Governo de Ismail Haniyeh.Israel aceitou descongelar mais de metade do dinheiro após a reunião de 23 de dezembro entre o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e o presidente palestino, Mahmoud Abbas.Olmert afirmou que espera reforçar a imagem de Abbas e dos moderados palestinos, e que o líder palestino se comprometeu a destinar o dinheiro ao financiamento dos órgãos de segurança sob seu comando e outros objetivos humanitários.Há algumas semanas, Israel transferiu US$ 40 milhões para resolver a crise econômica dos hospitais palestinos em Jerusalém Oriental.Israel recolhe taxas alfândegas e impostos de palestinos que trabalham em seu território, e suspendeu a transferência à ANP do dinheiro, que oscila entre US$ 50 e 60 milhões de dólares mensais, com a chegada ao poder do movimento islâmico Hamas. Estados Unids e a União Européia também bloquearam as suas contribuições.Até então a ANP costumava pagar os salários de seus funcionários com os recursos vindos de Israel.

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