Reuters/Reprodução
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Hamas dá tratamento 'cruel' a soldado de Israel capturado, diz ONG

Miliantes palestinos não permitem que Cruz Vermelha visite militar prisioneiro há quatro anos

Agência Estado e Associated Press

25 de junho de 2010 | 16h39

JERUSALÉM - A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, sediada nos EUA, acusou nesta sexta-feira, 25, a facção palestina Hamas de violar as leis da guerra ao proibir que o soldado israelense Gilad Schalit tenha contato com sua família ou com a Cruz Vermelha.

 

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O tratamento do soldado de 23 anos, capturado há exatos quatro anos por militantes ligados ao Hamas, é "cruel e desumano" e se encaixa na definição das Nações Unidas de tortura, pelo fato de ele não ter contatos com o mundo exterior, afirmou a organização, em comunicado.

 

Militantes ligados ao Hamas capturaram Schalit dentro de Israel, em 2006. Desde então, ele é mantido na Faixa de Gaza, território palestino controlado pela organização militante islâmica. As negociações pela troca de Schalit por centenas de prisioneiros palestinos estão estagnadas. Entre esses presos estão vários condenados por ataques contra civis israelenses que resultaram em mortes. O Hamas liberou um vídeo de Schalit em outubro de 2009, para provar que o soldado estava vivo. Atualmente, não se sabe qual o estado dele.

 

O comunicado do Human Rights Watch também aponta violações de Israel dos direitos dos palestinos, incluindo limitações ao direito de visitas para alguns prisioneiros palestinos em prisões israelenses. Segundo o grupo, porém, esses erros "não justificam violações do outro lado".

 

Nesta sexta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, divulgou uma carta endereçada aos pais do soldado desaparecido (Schalit também tem cidadania francesa). No texto, ele condena o sequestro e pede que sejam liberadas visitas do Comitê Internacional da Cruz Vermelha ao soldado. Os pais de Schalit fazem um esforço para pressionar pela troca do militar por prisioneiros palestinos.

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