Hamas defende continuar a resistência armada contra Israel

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) defende pela continuação da luta armada contra Israel, mas deixa a porta aberta para uma possível trégua temporária. Assim se desprende do programa político que o grupo - considerado organização terrorista pela União Européia (UE), EUA e Israel - entregou ontem à noite ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e do qual informam hoje meios de comunicação locais. No entanto, Hamas está disposto a concordar uma "hudna" ou cessar-fogo temporário como meio legítimo para alcançar suas aspirações nacionais e apenas caso Israel se retire dos territórios palestinos ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Oriental. Neste sentido a trégua pode ser adotada sem renunciar aos direitos do povo palestino frente à ocupação israelense, e sempre que Israel cesse suas atividades militares nos territórios palestinos e liberte todos os presos palestinos atualmente em prisões israelenses. O programa político foi remitido em carta tanto à Presidência da Autoridade Nacional Palestina (ANP) como aos líderes de todos os partidos representados no Conselho Legislativo Palestino (Parlamento). O documento afirma que o programa político do Hamas "presta homenagem aos mártires e aos sacrifícios do povo palestino e protege seus direitos básicos, que não podem ser abandonados". Entre os pontos principais da plataforma política destaca-se a construção de um Estado palestino independente com plena soberania sobre Jerusalém, que será sua capital. O grupo fundamentalista afirma que entre seus objetivos está fazer reformas institucionais, reservar a independência das decisões nacionais, e fazer respeitar os valores islâmicos e árabes do povo palestino.

Agencia Estado,

12 Março 2006 | 06h59

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