Hamas diz apoiar investigação sobre conflitos nos territórios palestinos

Promotores avaliarão evidências de supostos crimes e determinar se são de gravidade e amplitude suficiente para justificar acusações

O Estado de S. Paulo

17 de janeiro de 2015 | 16h08

GAZA - O grupo islâmico palestino Hamas festejou neste sábado, 17, a decisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) de lançar uma investigação sobre possíveis crimes de guerra nos territórios palestinos.

Procuradores da corte internacional disseram na sexta-feira que um exame preliminar apurará "com total independência e imparcialidade" crimes que possam ter ocorrido desde 13 de junho, abrindo um caminho para possíveis acusações contra israelenses ou palestinos.

A decisão da corte veio depois de o presidente palestino apoiado pelo Ocidente, Mahmoud Abbas, rival do Hamas, solicitar a adesão ao tribunal, contra forte oposição de Israel e dos Estados Unidos.

Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas, que governa a Faixa de Gaza, disse neste sábado que o grupo islâmico apreciou o movimento."Agora, é necessário tomar rapidamente medidas concretas nesse sentido e estamos prontos para entregar (ao tribunal) milhares de relatórios e documentos que confirmam que o inimigo sionista cometeu crimes horríveis contra Gaza e contra o nosso povo", disse ele em um comunicado.

Israel rejeitou a decisão do tribunal como hipócrita e o Departamento de Estado americano disse que era "uma trágica ironia que Israel, que tem resistido a milhares de foguetes terroristas disparados contra seus civis e seus bairros, ser agora alvo de investigação pelo Tribunal".

A data de 13 de junho permite ao tribunal examinar a guerra entre Israel e o Hamas em Gaza de julho a agosto, quando mais de 2.100 palestinos e 73 israelenses foram mortos.

Os promotores vão avaliar as evidências de supostos crimes e determinar se são de gravidade e amplitude suficiente para justificar acusações contra indivíduos de ambos os lados. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.