Hamas diz conhecer localização de jornalista da BBC

O governo palestino, liderado pelo Hamas, disse na terça-feira, 13, que tem informações sobre o correspondente da BBC seqüestrado na Faixa de Gaza e espera que ele seja libertado em breve. Enquanto isso, jornalistas entraram em greve na cidade de Gaza como protesto à captura de Alan Johnston "Essa questão está a caminho de ser resolvida, Deus queira. Temos informações precisas sobre as partes por trás desse seqüestro", disse o porta-voz do governo do Hamas, Ghazi Hamad. Hamad não deu mais detalhes. Alan Johnston, correspondente da BBC em Gaza há três anos, foi seqüestrado na segunda-feira quando estava em seu carro. Acredita-se que Johnston é o único jornalista ocidental que ainda permanece em Gaza. A maior parte dos outros jornalistas deixou o território no ano passado, quando os combates entre o Hamas e as facções do Fatah se intensificaram. O ministro do Interior palestino, Saeed Seyam, do Hamas, descreveu o seqüestro como um "ato criminoso" e as forças de segurança leais ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, declararam estado de emergência. Houve uma série de seqüestros de jornalistas estrangeiros e membros das forças de ajuda em Gaza no ano passado. Todos foram libertados ilesos.ProtestoOs jornalistas palestinos em Gaza estão em greve nesta terça-feira em protesto contra o seqüestro do correspondente da BBC na região, Alan Johnston.Até o momento, nenhuma facção palestina assumiu a autoria da captura de Johnston, de cerca de 30 anos. Ele foi levado por quatro encapuzados nesta segunda-feira, quando circulava em um veículo de sua empresa, sendo obrigado a subir em outro e desaparecendo em seguida.Nos últimos anos, pelo menos 17 correspondentes estrangeiros foram seqüestrados por milicianos palestinos. Geralmente, eles eram postos em liberdade pouco depois do seqüestro, que freqüentemente era explicado como uma expressão de protesto contra a Autoridade Nacional Palestina (ANP) e para demandar o pagamento de salários.A capturado repórter foi condenada pela ANP assim como pelo movimento islâmico Hamas, que chamou os seqüestradores de "grupo criminoso".

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