Hamas diz que ainda busca destruição de Israel

O grupo islâmico Hamas rejeitou na segunda-feira, 12, as críticas feitas por um dirigente da Al-Qaeda e afirmou ainda estar comprometido com a destruição de Israel, apesar do recente acordo para formar uma coalizão com a facção Fatah. "Não vamos trair as promessas feitas a Deus de continuar no caminho da jihad e da resistência até a libertação de toda a Palestina", disse nota do Hamas, fazendo uma clara referência a Israel e também à Cisjordânia ocupada. Em gravação divulgada no domingo pela internet, Ayman Al Zawahri, o vice-líder da rede terrorista de Osama bin Laden, acusa o Hamas de servir aos interesses americanos ao aceitar respeitar acordos de paz prévios com Israel no recente acordo firmado em com o Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas. O acordo, porém, não atende explicitamente às demais exigências do Quarteto de mediadores - Estados Unidos, União Européia, Nações Unidas e Rússia - para reconhecer a existência de Israel, renunciar à violência e aceitar acordos de paz interinos.Acordo de Meca O acordo de Meca acalmou a violência entre seguidores do Hamas e do Fatah, que havia provocado mais de 90 mortes entre dezembro e fevereiro. Mas Zawahri disse que o entendimento entre os grupos era parte de um esforço norte-americano para conter a ira muçulmana contra a suposta tendência pró-Israel dos EUA. "É um esquema norte-americano para atingir a resistência jihadista islâmica contra a campanha cruzado-sionista. A América quis uma solução propagandística para a questão palestina, a fim de remover a maior razão para o ódio islâmico (contra os EUA)", afirmou; Zawahri acusou o Hamas de abandonar a tradição dos atentados suicidas em nome de ganhos políticos. "Eles prejudicaram o movimento das operações de martírio por um governo que joga com as palavras em salões palacianos", disse o militante. O Hamas matou quase 300 israelenses em 58 atentados suicidas ocorridos desde 2000. O último ataque de um homem-bomba em território israelense ocorreu em 2004. Em sua nota, o Hamas disse continuar sendo "um movimento de resistência, de quem busca o martírio", e que seus princípios "nunca serão alterados".

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