Hamas diz que não cede às pressões internacionais

O dirigente do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou hoje que as Brigadas de Izz al-Din Qassam, braço armado do movimento islâmico, não se renderão às pressões internacionais e prosseguirão a luta contra a "ocupação" israelense.Haniyeh se referia a declarações do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e de dirigentes da União Européia (UE) sobre o cancelamento das transferências de fundos à Autoridade Nacional Palestina (ANP), se os fundamentalistas islâmicos continuarem se recusando a desarmar suas milícias e a reconhecer o Estado israelense."Não se pode recorrer à ajuda exterior para subjugar o nosso movimento e nosso direito a resistir à ocupação" israelense, disse Haniyeh.O Exército israelense se retirou da Faixa de Gaza em 12 de setembro, mas continua ocupando e controlando a maior parte da Cisjordânia, que conquistou, como Gaza, na guerra de 1967.Por outro lado, as Brigadas dos Mártires a al-Aqsa, filiadas ao movimento nacionalista Fatah, não continuarão respeitando o cessar-fogo devido ao resultado das eleições legislativas de quarta-feira, vencidas pelo Hamas.Armas contra IsraelUm dos chefes da milícia, Alá Sanakre, declarou hoje na cidade cisjordaniana de Nablus que agora os milicianos empunharão suas armas "contra Israel e contra os palestinos corruptos", em aparente alusão a dirigentes veteranos do Fatah, a quem a derrota nas urnas foi atribuída.Na sexta-feira, na Cidade de Gaza, e na manhã de hoje, em Belém, na Cisjordânia, milhares de ativistas do Fatah se manifestaram, alguns disparando suas armas para o ar, exigindo a renúncia dos dirigentes do movimento, que perdeu uma hegemonia de mais de 40 anos.Além disso, os militantes exigem que movimento nacionalista não participe de nenhum tipo de aliança ou coalizão com os fundamentalistas do Hamas, que terá que formar o próximo Governo palestino até o final de março.O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Suheri, informou hoje que até o momento o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, não convocou Haniyeh para formar o novo Gabinete nacional. O primeiro-ministro Ahmed Qorei renunciou poucas horas depois do anúncio da derrota dos candidatos do Fatah.

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