Hamas e Fatah chegam a acordo inicial sobre novo governo

Os grupos rivais palestinos Fatah e Hamas chegaram a um acordo sobre como dividir os ministérios e a nomear políticos independentes para os cargos. O consenso visa alcançar um futuro governo de unidade nacional com compartilhamento do poder, segundo autoridades das duas facções na quinta-feira. Os dois grupos escolheram dois nomes para comandar as pastas das Finanças e das Relações Exteriores, afirmaram membros das facções. O Ministério do Interior também deve ser comandado por um político independente, nome ainda a ser decidido.Ziad Abu Amr, ex-ministro da Cultura, foi indicado para ser o chanceler palestino. E Salam Fayyad ficaria com o Ministério das Finanças, cargo que já ocupou anteriormente. Jamal al-Shobaki, embaixador palestino na Arábia Saudita, afirmou que a Fatah aguardava o Hamas sugerir um nome para ocupar o Ministério do Interior. Mas ressaltou que, segundo um acordo já firmado, essa pessoa também seria uma figura independente.Segundo informações de Maher Mekdad, membro da delegação do Fatah, os dois grupos chegaram a um acordo inicial sobre como dividir os cargos nos ministérios. De acordo com uma autoridade do Hamas, a Fatah ficaria com cinco ministérios menores e o Hamas, com oito, entre os quais os da Economia, do Trabalho e da Justiça. Todos os três cargos estavam nas mãos do Hamas desde que o grupo venceu as eleições parlamentares do ano passado, derrotando o Fatah (que conta com apoio do Ocidente).No segundo dia de negociações, o objetivo de Fatah e Hamas ainda é trabalhar no acordo que irá instituir um novo governo capaz de reconhecer e estabelecer conversas em busca de paz na região. Os acordos ainda precisam ser aprovados por Abbas, por Khaled Meshal, líder do Hamas, e pelo primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh (que também é integrante do grupo islâmico). Os três devem se reunir já na quinta-feira à noite. Segundo informações oficias dos dois grupos, a reunião deve continuar até que novos acordos sejam firmados.Para que o governo que será escolhido em Meca seja aceito pelos Estados Unidos e Israel, é necessário que acordos de paz sejam instaurados.O resultado pode ser o avanço de conversas com o governo israelense.

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