Hamas e Fatah chegam a acordo para governo, diz agência

O movimento islâmico Hamas e o nacionalista Fatah chegaram a um acordo para formar um governo de união nacional junto com outras facções palestinas, informa neste sábado a agência de notícias palestina Maan.Segundo o acordo divulgado pela agência independente, o Hamas continuaria com o cargo de primeiro-ministro no novo governo, que seguiria nas mãos de Ismail Haniyeh, enquanto o Fatah ficaria com os ministérios de Informação, Assuntos Exteriores e Finanças.A pasta do Interior iria para uma figura política independente, acrescenta a Maan.No entanto, nenhum dos grupos políticos palestinos confirmou ou negou essa informação.Enquanto isso, fontes próximas ao presidente da ANP, Mahmoud Abbas, do Fatah, revelaram que, nos próximos dias, ele deve se reunir em Damasco com o dirigente político do Hamas, Khaled Mechaal, atualmente no exílio.Abbas viajou esta tarde para a Jordânia, onde conversará com o rei Abdullah II sobre a situação nos territórios palestinos e sobre os esforços para diminuir as tensões entre as facções rivais e buscar uma saída para a crise política e financeira que atinge a Autoridade Nacional Palestina (ANP).Além disso, Abbas deve receber neste domingo em Ramallah a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, que viaja pela região e que chegou neste sábado a Israel.As fontes citadas pela agência Maan também disseram que o diálogo entre os palestinos será retomado na próxima semana, para fechar os detalhes da formação do governo de coalizão.Em dezembro de 2006, o presidente Abbas anunciou sua intenção de convocar eleições legislativas e presidenciais antecipadas, ao explicar que os esforços para formar um governo de união com o Hamas, que haviam se prolongado durante meses, tinham fracassado.O grupo islâmico rejeitou a convocação, que qualificou de "golpe de Estado".Por sua vez, o porta-voz do Fatah, Maher Meqdad, deu as boas-vindas neste sábado a "um pacote de acordos com o Hamas, em lugar de acordos parciais".Além de elogiar os apelos realizados neste sábado por Haniyeh para diminuir as tensões entre as facções rivais, Meqdad afirmou que o chefe do governo deveria "combinar seus discursos para a imprensa com ações no terreno".

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