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Amir Cohen/Reuters
Amir Cohen/Reuters

Hamas e Israel, a cronologia de um confronto histórico

Relembre alguns dos eventos mais importantes em muitos anos de conflito entre o grupo palestino e Israel

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2021 | 19h49

JERUSALÉM - Israel e o grupo islâmico Hamas concordaran com um cessar-fogo após travar seu conflito mais intenso desde a guerra de 2014. Relembre alguns dos eventos mais importantes em muitos anos de conflito:

1987

O grupo Hamas é criado no início da Primeira Intifada Palestina, ou levante, contra a ocupação de Israel da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Dois anos depois, o Hamas realiza seus primeiros ataques contra alvos militares israelenses, incluindo o sequestro e assassinato de dois soldados israelenses.

1993

Após anos de violência, o primeiro Acordo de Oslo, que tinha o objetivo de estabelecer a paz entre Israel e os palestinos, é assinado. O Hamas se opõe ao processo de paz e busca revertê-lo com bombardeios em ônibus e ataques com armas de fogo em Israel.

2000

Israel e os palestinos não conseguem chegar a um acordo final no processo de paz em uma cúpula nos Estados Unidos em julho de 2000. Dois meses depois, protestos palestinos contra uma visita do líder da oposição israelense Ariel Sharon à Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental - conhecido pelos judeus como Monte do Templo, porque era o local de antigos templos judeus, e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário - converte-se em uma uma Segunda Intifada.

02/02/2001

Hamas realiza uma série de atentados suicidas em Israel. Em um deles, causa a morte de 21 israelenses do lado de fora de uma discoteca em Tel-Aviv, em junho de 2001, e de 30 judeus em uma cerimônia de Páscoa em Netanya em março de 2002. Quatro meses depois, o comandante militar do Hamas, Salah Shehadeh, é morto em um ataque aéreo israelense e Israel inicia um cerco ao complexo do líder palestino Yasser Arafat na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

Março-abril de 2004

Ataques aéreos israelenses matam o cofundador e líder espiritual do Hamas, Sheikh Ahmed Yassin, e o cofundador e líder político do grupo, Abdel Aziz al-Rantissi, em Gaza em um intervalo de um mês. A liderança do Hamas se esconde e a identidade do sucessor de Rantissi é mantida em segredo.

15 de agosto de 2005

Forças israelenses iniciam uma retirada unilateral de Gaza, capturada do Egito na guerra do Oriente Médio de 1967, abandonando assentamentos e deixando o enclave densamente povoado sob o controle da Autoridade Palestina.

25 de janeiro de 2006

O Hamas ganha a maioria das cadeiras nas eleições legislativas palestinas. Israel e Estados Unidos ajudam os palestinos porque o Hamas se recusa a renunciar violência e a reconhecer Israel.

25 de junho de 2006

Militantes do Hamas capturam o recruta israelense Gilad Shalit em um ataque na fronteira, levando Israel a promover incursões aéreas. Shalit finalmente é libertado cinco anos mais tarde, em uma troca de prisioneiros.

14 de junho de 2007

O Hamas assume Gaza em uma breve guerra civil, expulsando as forças do partido político palestino Fatah, leal ao presidente palestino Mahmoud Abbas, que vive na Cisjordânia.

27 de dezembro de 2008

Israel lança uma ofensiva militar de 22 dias em Gaza após os palestinos dispararem foguetes contra a cidade de Sderot, no sul de Israel. Cerca de 1,4 mil palestinos e 13 israelenses são mortos antes de um cessar-fogo.

14 de novembro de 2012

Israel mata o chefe do Estado-Maior militar do Hamas, Ahmad Jabari, desencadeando oito dias de lançamento de foguetes pelos militantes palestinos. Israel responde com ataques aéreos.

Julho-agosto de 2014

O sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses pelo Hamas levam a uma guerra de sete semanas em que mais de 2,1 mil palestinos e 73 israelenses - desses, 67 eram militares - são mortos.

Março de 2018

Protestos palestinos começam na fronteira de Gaza com Israel contra seu bloqueio imposto ao enclave. Tropas israelenses abrem fogo para mantê-los afastados. Mais de 170 palestinos são mortos em vários meses de protestos, o que também levou a combates entre o Hamas e as forças israelenses.

7 de maio de 2021

Após semanas de tensão durante o mês muçulmano sagrado do Ramadã, a polícia israelense entra em confronto com manifestantes palestinos perto da mesquita de Al-Aqsa por causa de um caso legal no qual oito famílias palestinas podem perder suas casas em Jerusalém Oriental para colonos judeus.

10 de maio

Após um fim de semana de violência esporádica, centenas de palestinos são feridos em confrontos com as forças de segurança israelenses no complexo de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islã. Depois de exigir que Israel retire suas forças de segurança do local, o Hamas dispara uma enxurrada de foguetes de Gaza contra Israel. Israel revida com ataques aéreos contra o enclave.

11 de maio

O número de mortos aumenta conforme os bombardeios aéreos prosseguem. Um edifício residencial de 13 andares em Gaza desaba após ser atingido durante um ataque aéreo israelense. Militantes palestinos lançam foguetes contra Israel.

12 de maio

Os Estados Unidos anunciam a ida de um enviado para a região. Militares de Israel matam um comandante sênior do Hamas em Gaza durante mais hostilidades.

13 de maio

Ataques aéreos israelenses e foguetes militantes continuam, e a violência piora em comunidades mistas de judeus e árabes em Israel. Sinagogas são atacadas e confrontos eclodem em algumas cidades.

14 de maio

Israel usa aviões de guerra, tanques e artilharia contra uma rede de túneis de militantes palestinos sob Gaza em uma operação que é seguida por mais disparos de foguetes palestinos.

15 de maio

Um ataque aéreo israelense destrói uma torre de 12 andares que abrigava organizações de mídia internacional, enquanto militantes palestinos disparam salvas de foguetes contra Tel-Aviv.

16 de maio

Várias casas são destruídas por um ataque israelense no enclave densamente povoado que funcionários de Saúde disseram ter matado 42 pessoas, incluindo 10 crianças. Os ataques com foguetes contra cidades israelenses persistem.

17 de maio

Ataques de mísseis israelenses matam o principal comandante da Jihad Islâmica, Hussam Abu Harbeed, e atingiu um prédio de sete andares que os militares disseram ter sido usado por membros do Hamas. Foguetes disparados pelos militantes atingem uma sinagoga na cidade israelense de Ashkelon e um bloco de apartamentos em Ashdod.

18 de maio

A agência humanitária das Nações Unidas diz que quase 450 edifícios na Faixa de Gaza foram destruídos ou ficaram danificados, incluindo seis hospitais e nove centros de cuidados primários de saúde. Cerca de 52 mil fogem de suas casas, com a maioria buscando abrigo em escolas administradas pela ONU.

19 de maio

Israel diz que cerca de 4 mil foguetes foram lançados de Gaza contra o país, a maioria interceptada pele sistema de defesa Domo de Ferro e cerca de 600 caindo dentro do enclave. O presidente dos EUA, Joe Biden, pede a ambos os lados para diminuir a violência.

20 de maio

Ambos os lados retomam seus ataques, mas as conversas sobre um cessar-fogo se intensificam. Autoridades israelenses dizem que 12 pessoas foram mortas no país e alegam ter executado 160 militantes. Autoridades de Saúde em Gaza dizem que 232 palestinos foram mortos, incluindo 65 crianças, e 1,9 mil ficou ferido.

20 de maio

O grupo Hamas e o gabinete israelense emitem declarações dizendo que uma trégua foi acordada./Reuters

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