Hamas elogia ação 'corajosa' do Egito de abrir fronteira

Decisão é 'corajosa e responsável' e atende aos palestinos, diz a facção islâmica

Agência Estado

26 de maio de 2011 | 14h04

Em foto de fevereiro, palestinos carregam pertences perto da passagem de Rafah

 

CIDADE DE GAZA - As lideranças do Hamas elogiaram nesta quinta-feira, 26, a "corajosa" decisão egípcia de abrir permanentemente a passagem fronteiriça de Rafah entre os dois territórios. Um porta-voz do Hamas, Fawzi Barhum, comemorou o que considerou "uma decisão corajosa e responsável, que atende os palestinos e a opinião pública egípcia".

 

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"Nós esperamos que isso seja um passo rumo ao fim completo do cerco sobre Gaza", afirmou o porta-voz em comunicado, pedindo que o mundo "siga o exemplo do Egito" para romper o bloqueio israelense, em vigor desde 2006.

 

O Egito anunciou na quarta que abrirá a passagem de Rafah diariamente, para reduzir o peso do bloqueio sobre os palestinos. A medida deve entrar em vigor no sábado, dando aos moradores da Faixa de Gaza, controlada pelo grupo islâmico Hamas, uma saída para o mundo, já que Rafah é a única passagem por onde eles poderão evitar o território israelense para deixar a região.

 

A passagem ficará aberta durante oito horas por dia, a partir das 9 horas, com exceção de sextas-feiras e feriados, informou a agência estatal Mena. Por enquanto, ela fica aberta de modo intermitente, em geral apenas para palestinos com comprovadas necessidades humanitárias.

 

A decisão egípcia preocupou Israel. O vice-ministro da Defesa, Matan Vilnai, disse à rádio pública israelense que isso deve criar "uma situação muito problemática". Não está ainda claro se haverá uma limitação de pessoas que poderão passar pela fronteira, nem se isso incluirá o trânsito de bens ou somente de pessoas.

 

Os planos para reabrir a passagem foram anunciados no final de abril, um dia após o Hamas chegar a um acordo de reconciliação com o grupo laico Fatah, que controla a Cisjordânia. Israel impôs o bloqueio a Gaza em junho de 2006, após militantes ligados ao Hamas sequestrarem o soldado Gilad Shalit, que ainda é mantido refém. O bloqueio foi reforçado um ano depois, quando o movimento islâmico tomou o controle do território, expulsando as forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP). As informações são da Dow Jones.

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